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Conselho de Segurança da ONU reúne para debater derrube de avião

Troca de acusações entre o governo ucraniano e os independentistas do Donetsk sobre quem foi responsável pelo derrube do avião que levava 298 pessoas a bordo. Crise leva a reuniões da ONU e da OSCE.
Um Boeing 777 da Malaysian. Foto de Auckland Photo News Rodger McCutcheon
Um Boeing 777 da Malaysian. Foto de Auckland Photo News Rodger McCutcheon

O conselho permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e o Conselho de Segurança da ONU reúnem-se de emergência na tarde desta sexta-feira, para discutir a queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, que provocou a morte de todas as 298 pessoas a bordo.

O avião da Malaysia Airlines fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur e desapareceu dos radares da Ucrânia a uma altitude de 10 mil metros, provocando imediatamente uma troca de acusações entre as autoridades de Kiev e os separatistas pró-russos, que se responsabilizam mutuamente pelo derrube do aparelho.

Investigação

Os chefes de Estado e de governo de diversos países exigiram a realização de uma investigação para saber as causas da queda do avião. O Boeing 777 caiu perto do povoado de grabovo, a cerca de 40 quilómetros da fronteira russa e perto da capital da região de Donetsk, uma área controlada pelas milícias que combatem o governo de Kiev.

Washington afirma que o avião foi derrubado por um míssil terra-ar e suspeita que este tenha sido lançado pelas mílícias pró-independência de Donetsk.

Quanto ao presidente russo, Vladimir Putin, disse que a culpa é do governo de Kiev, por retomar a ofensiva contra os independentistas depois de um fracassado cessar-fogo. Putin considerou a queda do avião uma tragédia, mas não disse quem o derrubou. A Rússia juntou-se aos países que exigem uma investigação “escrupulosa e objetiva”.

Caixa negra

Os independentistas anunciaram, ao princípio da noite, terem encontrado a caixa negra do avião e admitiram uma trégua de dois ou três dias para que seja possível o acesso ao local. Nas horas que se seguiram à queda do aparelho sucederam-se apelos nesse sentido.

A maioria dos passageiros eram, segundo a Malaysia Airlines, holandeses – pelo menos 154. Está também confirmada a morte de 27 australianos e 23 malaios, 11 indonésios, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos e um canadiano. Informação anteriormente divulgada pelo ministério do Interior ucraniano indicava que seguiam a bordo pelo menos 23 norte-americanos e nove britânicos. O Governo francês confirmou que quatro dos passageiros eram franceses.

Ao início da noite ainda não tinha sido divulgada da nacionalidade de mais de quatro dezenas de passageiros. Todos os 15 tripulantes eram malaios.

Troca de acusações

A primeira acusação de que o Boeing foi abatido partiu de um conselheiro do Ministério do Interior ucraniano. Anton Gerashchenko disse à agência Interfax-Ucrânia que foi derrubado por um míssil terra-ar Buk disparado por pró-russos que controlam a região.

O líder separatista Alexander Borodai devolveu a acusação, afirmando que quem disparou o míssil foi a Força Aérea Ucraniana”, disse.

Mas o governo ucraniano divulgou escutas que dizem envolver separatistas e oficiais russos e em que um dos intervenientes assume que o avião abatido é civil e identifica mulheres e crianças entre as vítimas.  

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