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Dois doentes morreram enquanto aguardavam intervenção no Hospital de Santa Cruz

Esta quarta feira, os deputados do Bloco João Semedo e Helena Pinto questionaram o Governo sobre a morte de dois doentes que necessitavam de uma intervenção para tratar uma estenose aórtica de alto risco. Por falta de material, esta não ocorreu, e o Hospital Santa Cruz, em Carnaxide, deu-lhes alta. Quando foram contactados, já era tarde demais.

Os profissionais da Unidade de Intervenção Cardiovascular do Hospital de Santa Cruz denunciaram à Ordem dos Médicos as más condições das salas deste equipamento de saúde, que estão atualmente sem ar condicionado, e a falta de material.

Desde o início de julho, e por “limitações administrativas” não estão a ser fornecidos os dispositivos médicos necessários para tratar os doentes com estenose aórtica, tendo-se já registado a morte de dois doentes que aguardavam uma intervenção.

“Esta situação gravíssima vem mais uma vez deitar por terra o mito que o Ministro da Saúde tentou criar segundo o qual é possível cortar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) sem que os cuidados sejam comprometidos”, avançam os deputados bloquistas num documento endereçado ao Ministério da Saúde.

“Como triste e irreversivelmente se confirma neste caso, os cortes têm consequências”, frisam João Semedo e Helena Pinto, defendendo que “esta situação tem que ser devidamente esclarecida, apuradas as responsabilidades e implementadas medidas para garantir que tal não volta a ocorrer nem nesta nem em qualquer outra unidade hospitalar do SNS”.

Os deputados do Bloco lembram ainda que o Hospital Santa Cruz, em Carnaxide, que integra o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), conjuntamente com os hospitais Egas Moniz e São Francisco Xavier, “é reconhecido como tendo um dos maiores e mais diferenciados serviços de cardiologia do país, dotado de equipas altamente especializadas e diferenciadas”.

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