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Populares protestam contra encerramento de uma das melhores escolas do país

Pais, alunos e autarcas promoveram esta terça feira uma manifestação contra o encerramento da Escola Básica da Aguieira, em Nelas, distrito de Viseu. Os resultados alcançados, em 2013, pelos alunos desta escola nas provas finais do 4º ano colocam-na entre as cem melhores a nível nacional.
Foto retirada do facebook do Bloco de Esquerda do distrito de Viseu.

Na convocatória do protesto, a União das Freguesias de Carvalhal Redondo e Aguieira sublinha que a escola primária “tem matriculados, para o ano lectivo 2014/2015, 24 alunos e que as possíveis escolas de acolhimento não têm condições físicas, nomeadamente refeitório e salas de aula para um número elevado de alunos, e são edifícios com mais de 50 anos”.

O documento, assinado pelo tesoureiro da União de Freguesias, Jorge Paulo Pais Loureiro Ramos, e citado pelo Jornal do Centro, refere ainda “que o possível encerramento da escola primária de Aguieira não tem a concordância da Junta de Freguesia, da Câmara Municipal de Nelas e da Direção do Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim”.

A autarquia sublinha que este estabelecimento de ensino, que figura entre as cem melhores escolas a nível nacional - tendo em conta os resultados obtidos pelos alunos, em 2013, nas provas finais do 4º ano -, é, atualmente, “a principal instituição que permite fixar famílias e jovens” à freguesia.

A manifestação contra o encerramento da Escola Básica da Aguieira, que contou com a participação de representantes do Bloco de Esquerda do distrito de Viseu, acabou por se juntar às concentrações de pais e alunos das escolas de Vale de Madeiros, Lapa do Lobo e Póvoa de Santo António, que também constam da lista de 311 escolas do 1º ciclo do Ensino Básico a encerrar.

“Encerramento de escolas faz parte do interioricídio em curso”

Lembrando que o distrito de Viseu é o mais afetado pela medida do Governo, com o encerramento previsto de 58 escolas, a comissão coordenadora distrital do Bloco alerta, em comunicado, que “são, sobretudo, as zonas serranas mais isoladas e deprimidas social e economicamente as principais vítimas desta nova investida contra os serviços públicos que se vem juntar ao encerramento de tribunais, repartições de finanças e serviços de saúde".

"O encerramento de escolas em zonas isoladas e empobrecidas é parte integrante do verdadeiro interioricídio em curso que agrava as assimetrias e promove a desertificação"

A realidade aí está a desmentir o argumento do ministério de que a definição da rede escolar do 1.º ciclo visa promover alternativas com 'melhor qualidade'. As populações do interior sabem bem que cada vez que encerram serviços públicos as 'alternativas' representam um agravamento das suas condições de vida”, refere o documento.

O Bloco de Viseu "considera o encerramento de escolas em zonas isoladas e empobrecidas como parte integrante do verdadeiro interioricídio em curso que agrava as assimetrias e promove a desertificação".

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