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Marisa Matias denuncia despedimentos ilegais na fábrica de calçado Lunik

A candidata do Bloco ao Parlamento Europeu esteve esta sexta-feira com as trabalhadoras despedidas da Lunik, à porta da fábrica em Santa Maria da Feira. A empresa diz que só vai pagar indemnizações a partir de janeiro, fracionando-as ao longo de dez anos.
Marisa Matias com as trabalhadoras despedidas à porta daLunik, em Santa MAria da Feira. Foto Paulete Matos

"Estas trabalhadoras receberam uma ordem de despedimento que é completamente ilegal: a fábrica tem encomendas e rendimentos, está a despedir 22 pessoas ao mesmo tempo que aumenta 2 horas de trabalho por dia aos 80 que ficam", denunciou Marisa Matias no encontro à porta da fábrica com as trabalhadoras.  

Para a candidata do Bloco, esta situação "mostra que a nova lei laboral não protege nada os trabalhadores: estão a usar o banco de horas e a lei da adaptabilidade para dar cobertura legal a um despedimento ilegal e darem trabalho a mais para as pessoas que aqui ficam. Ou seja, reduzem o número de pessoas mantendo o mesmo trabalho, aumentando o trabalho das que cá estão sem pagar mais por isso, o que significa também embaratecer o custo de trabalho". 

"E o mais chocante é que despedem as pessoas num dia mas dizem que só começam a pagar as indemnizações em janeiro de 2015 e distribuem esse pagamento ao longo de dez anos, o que para muitas destas pessoas representa menos de 50 euros por mês. Para despedir é num dia mas para receber os direitos já podem esperar dez anos", sublinhou Marisa Matias. 

A candidata ouviu as queixas das trabalhadoras sobre uma situação que o Bloco de Esquerda já havia denunciado e confrontado o Governo há duas semanas. "A lei laboral portuguesa já é mais do que flexível e como se vê por este exemplo não protege aqueles que deve proteger. Não se pode deixar estas pessoas que trabalham aqui há 20 ou 30 anos sem nada. Daqui até janeiro de 2015 como é que vão comer e fazer as suas vidas? Isto não é aceitável", concluiu Marisa Matias.

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