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“Eles estão a roubar-vos!”, adverte jornalista britânico

Em livro recém-lançado no Brasil, Andrew Jennings desnuda a farsa dos bilhetes da Copa e avisa: os brasileiros estão a pagar por uma Copa (Mundial de Futebol) que só trará lucro para a Fifa e patrocinadores. Confira aqui a entrevista. Por Giulia Afiune, Agência Pública.
Andrew Jennings: A FIFA é uma máfia, uma família de crime organizado. Foto de o.canada.com
Andrew Jennings: A FIFA é uma máfia, uma família de crime organizado. Foto de o.canada.com

“Conseguir um bilhete para a Copa do Mundo é ganhar na lotaria”, resume o jornalista britânico Andrew Jennings, parceiro da Pública, ao falar do seu novo livro “Um jogo cada vez mais sujo”, lançado no Brasil no dia 5 de maio pela Panda Books. A FIFA novamente é o alvo das investigações de Jennings, desta vez focada na distribuição de bilhete por sorteio anunciada aos adeptos que, segundo ele, esconde um mundo de negócios sujos, mercado negro e troca de favores. O repórter também revela outro negócios ilegais que enriqueceram dirigentes da FIFA, incluindo os brasileiros Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF e do Comité Organizador Local) e João Havelange (ex-presidente da CBF e da FIFA).

Com um estilo descontraído e irónico, Jennings conta quem são os irmãos mexicanos Jaime e Enrique Byrom, donos do grupo Byrom PLC, acionista maioritário da Match Services e da Match Hospitality, prestadoras de serviço para FIFA. São eles que controlam todos os negócios relacionados a bilhetes, acomodações e hospitalidade nas Copas do Mundo da FIFA. E fazem mais: no livro, o jornalista prova que nos mundiais da Alemanha, em 2006, e da África do Sul, em 2010, os Byrom forneceram bilhetes para o vice-presidente da FIFA Jack Warner vender no mercado negro em troca de votos que os favoreciam no Comité Executivo da FIFA.

Jennings recebeu e-mails do advogado dos Byrom, ameaçando processar jornalista e editora, mas não pretende calar-se. “Eu disse que se eles continuassem, ia publicar os documentos”, contou o jornalista em entrevista à Pública em que detalha os negócios ilegais relacionados aos bilhetes e os motivos que fazem da Copa do Mundo um pote de ouro para a FIFA e os patrocinadores sem trazer benefícios para o torcedor.

No livro mostra os negócios entre os irmãos Byrom e o vice-presidente da FIFA Jack Warner nas Copas de 2006 e 2010. Em linhas gerais, como esses negócios funcionam?

Existe um mundo negro que os fãs do futebol não conhecem, que é o mundo dos negócios de bilhetes. Há 209 associações nacionais de futebol na FIFA, como a CBF, no Brasil. Algumas são bem honestas, mas a maioria não é. As associações nacionais pedem bilhetes aos Byrom, que os fornecem em nome do Blatter [presidente da FIFA] e da FIFA. Os negociadores de bilhetes do mercado negro vão até essas pessoas em diferentes países da África, da Ásia, alguns da Europa – especialmente os do antigo bloco soviético – e conseguem os bilhetes com eles.

Em 2006 na Alemanha, eu revelei que eles estavam a vender milhares e milhares de bilhetes a Jack Warner, que agora está a ser forçado a sair da FIFA. Foi uma grande história, uma grande confusão, e eles fizeram-no de novo em 2010! O Warner, [presidente] da União Caribenha de Futebol, solicitou bilhetes [por e-mail] mas copiou um negociante na Noruega! Então os Byrom sabiam que Jack estava a comprar deles em nome do sujeito na Noruega. E eles copiam a correspondência para a FIFA e para a Infront, empresa do Philippe Blatter [sobrinho do presidente da entidade]. Então todos eles sabem o que está acontecendo.

Existe um mundo negro que os fãs do futebol não conhecem, que é o mundo dos negócios de bilhetes. Há 209 associações nacionais de futebol na FIFA, como a CBF, no Brasil. Algumas são bem honestas, mas a maioria não é.

Na Alemanha tiveram muito lucro, mas na África do Sul esse mercado entrou em colapso porque ninguém queria ir para lá. É por isso que o escritório de bilhetes dos Byrom estava a entrar em contacto com o Jack e com a Noruega, dizendo: “se não mandarem o dinheiro logo, cancelamos os vossos bilhetes”. O Jack Warner estava a comprar os bilhetes em nome do fulano do mercado negro na Noruega e os Byrom precisavam dar-lhe bilhetes porque ele controla pelo menos três votos no Comité Executivo da FIFA: se Jack quer bilhetes, ele ganha bilhetes. E o que dá em troca é ele e os amigos votarem em si para que conseguir todos os contratos dos bilhetes.

O que nós não sabemos é: que outros membros do Comité Executivo recebem bilhetes nessa escala?

Os Byrom conseguem os bilhetes por meio do contrato que a FIFA tem com a Match?

Não, a Match é hospitalidade. Existem três diferentes contratos entre os Byrom e a FIFA. Um é para os 3 milhões de bilhetes para todos os jogos que vocês vão ter no Brasil nos próximos meses. Esses bilhetes são para pessoas como eu e você ficarmos nas arquibancadas gritando e torcendo pelas equipas. Outro é para acomodação, porque nós estrangeiros e vocês brasileiros de outras cidades precisam de um lugar para ficar. Então os Byrom reservam uma grande quantidade de quartos, perto da Copa do Mundo, percebem que não venderam todos e começam a livrar-se deles.

A terceira coisa é a Match Hospitality, da qual os Byrom são acionistas maioritários, da qual o Philippe, sobrinho do sir Blatter, tem 5% e outros grupos também têm ações… A Match é responsável pela hospitalidade, que são aqueles grandes e caros camarotes de vidro nos estádios, todos novos, pagos, na sua maioria, pelos contribuintes. Há muito dinheiro na hospitalidade. Eu acho que vai ser um desastre porque essas pessoas não vão vir, mas isso é outra questão.

O que os pacotes de hospitalidade oferecem e para quem são vendidos?

Pode ver no artigo eu fiz para a Pública: A hospitalidade é um bom translado para o estádio, muito espaço, comida, bebidas… Pode-se comprar até as mais luxuosas suites hospitalidade com uma parede de vidro para poder assistir um pouco ao jogo, de vez em quando, quando não estiver a fazer negócios. Onde não precisa de misturar-se com as pessoas comuns. Imagine ficar no mesmo terraço que todos esses brasileiros? Urgh.

Está tudo no site deles, com preços astronómicos. Quem compra esses pacotes são pessoas muito ricas que levam os seus amigos; executivos, e empresas que levam os seus melhores clientes ou os seus melhores vendedores, como uma espécie de prémio. O alvo é o mercado corporativo, é uma hospitalidade corporativa.

Os contribuintes pagaram por esses camarotes de vidro luxuosos, mas vocês não podem comprar esses pacotes. Pode ter sorte na lotaria e conseguir um bilhete para ver um jogo, mas não vai ter dinheiro para esse camarote a não ser que seja um brasileiro muito rico do mundo dos negócios.

A FIFA argumenta que a Match ter o controlo exclusivo das vendas de bilhetes e de pacotes de hospitalidade impede vendas não autorizadas. Isso é verdade? Por que é interessante para a FIFA manter esse esquema?

Isso é um disparate. Os Byrom controlam todos os bilhetes. Vai-se ao site da FIFA e encontra-se todo tipo de lixo sobre impedir as vendas não autorizadas, o que é ridículo, porque todos os bilhetes vêm da porta do fundo dos Byrom. Eu não consigo imprimi-los, você também não. Muitos bilhetes são impressos na última hora, porque agora nós não sabemos que equipa vai jogar na segunda fase e em qual estádio.

Então ouve um monte de lixo sobre como deve comprar deles, se não você pode ter o bilhete rasgado na entrada do estádio. Se comprar exclusivamente aos Byrom ou aos seus amigos, vai entrar. Mas o Warner estava a comprar bilhetes para outras pessoas! Ele não queria 5 mil bilhetes para assistir à Copa da Alemanha, era para colocá-los diretamente no mercado!

A FIFA diz que está a policiar esse mercado paralelo de bilhetes, mas não está. É como um padre que olha para o outro lado!

E os líderes da FIFA também lucram com esse esquema?

Não podemos provar. Eu valorizo muito os documentos. Ouço histórias, vejo como Jack Warner se safou com milhares e milhares de bilhetes, será que outros líderes da FIFA fazem negócios semelhantes? É legítimo fazer essa pergunta, mas não temos provas.

Os Byrom controlam todos os bilhetes para a Copa do Mundo no Brasil. Os parceiros comerciais deles aqui são o Grupo Traffic e o Grupo Águia, que, como você mostra, tem ligações comprovadas com a CBF e o Ricardo Teixeira. O que isso sugere?

No caso dos bilhetes, o Teixeira forçou os Byrom a terem parceiros brasileiros para que os seus amigos pudessem ganhar uma fatia. Por isso esses grupos têm alguma ação. Encontra as referências à Traffic se olhar os relatórios do senador Álvaro Dias [relatórios finais da CPI da CBF, elaborados em 2001] (volume 1volume 2volume 3 – volume 4).

Isso significa que o povo brasileiro está excluído. Vocês estão a pagar pela Copa do Mundo e dizem que os bilhetes vão ser distribuídos de forma justa. Até que se descobre que todo tipo de atividade ilegal relacionada aos bilhetes está a acontecer.

Um livro bomba que denuncia os negócios sujos da FIFA


Leia aqui um trecho exclusivo do novo livro de Andrew Jennings “Um jogo cada vez mais sujo” em pdf

No livro, você faz uma analogia entre a pilha de bilhetes para a Copa do Mundo e um iceberg, mostrando que apenas a ponta está disponível para os torcedores, enquanto, debaixo d’água, o resto é vendido por meio de negócios ilegais. Então, o documento em que a FIFA explica a distribuição dos bilhetes é falso?

Sim, porque existe um mercado negro. E quem compra um bilhete de mercado negro, pode vir de um país africano, ou de outro lugar. A FIFA fala sobre a ponta do iceberg, mas o facto é que existe um outro mundo sombrio debaixo da superfície, onde existe um imenso mercado de bilhetes.

Qual é a hipótese de um brasileiro que ama futebol assistir ao Brasil a jogar no estádio na Copa do Mundo?

Gaste o seu dinheiro numa televisão. Eles não põem todos os bilhetes na lotaria! Não se pode acreditar nos gráficos, porque não há como confirmá-los! Os Byrom têm todas as estatísticas! Pode verificar o que o governo está a fazer, porque você se os números, mas os Byrom não precisam publicá-los. Se eles dizem que 100% dos bilhetes estão na lotaria, nunca se vai provar que isso não é verdade.

Os bilhetes do mercado negro são vendidos apenas para pessoas ricas ou para pessoas comuns também?

Pessoas como Jack Warner comprariam bilhetes, mas vendê-los-ia a empresas que os colocariam em pacotes com voos e acomodação. Se você fosse um turista na Copa do Mundo da Alemanha ou da África do Sul, viajaria no voo reservado por eles, e ficaria no quarto que eles reservaram. Mas olharia no seu bilhete e veria que em vez do seu nome, nele está escrito “Fred Smith”. Todo o ano ouve que eles vão verificar os passaportes, mas nunca fazem isso. Isso é parte da farsa de dizer que se não tem seu nome no bilhete, estará em apuros. É uma grande mentira.

O Ricardo Teixeira e o João Havelange (ex-presidente da CBF e da FIFA) têm relação com esse esquema?

O que nós sabemos é que antes de forçarmos o Teixeira a sair, eles estava no Comité Organizador Local, que fazia de tudo: bilhetes, estádios… Eu não sei qual é a fatia que o Havelange ainda consegue. Ele tem 96 anos. Mas Ricardo estava lá desde o começo. Ele preparou tudo, os negócios, tudo que tinha a ver com a Copa. Nós o forçamos a sair apenas por escândalos externos, ele não esperava por isso. Então pode-se atribuir a ele tudo o que está errado com a Copa, porque antes de ele sair, todos esses contratos já estavam a ser arranjados, não são contratos novos. Ele diz que não tinha controlo sobre o que estava a acontecer. Ah, por favor…

A FIFA é uma máfia, uma família de crime organizado. No livro, mostro que não é uma organização legítima. Os líderes são ladrões, dividem tudo entre eles e estava na hora de dar ao Ricardo a sua Copa do Mundo.

O que descobriu sobre o Ricardo Teixeira?

Investiguei os subornos dele na Suíça e os relatórios do Álvaro Dias [da Comissão Parlamentar de Inquérito da CBF]. As investigações nos relatórios provam que Teixeira é um grande ladrão. Li todas as 500 mil palavras com a ajuda do Google Tradutor [risos]. É preciso fazer um ato muito criminoso antes de entrar numa máfia. Eu estaria errado se dissesse que a FIFA deu a Copa do Mundo para o Brasil. Isso é um disparate. Blatter deu a Copa do Mundo ao Teixeira. Não a FIFA, o Blatter. São coisas diferentes.

A FIFA é uma máfia, uma família de crime organizado. No livro, mostro que não é uma organização legítima. Os líderes são ladrões, dividem tudo entre eles e estava na hora de dar ao Ricardo a sua Copa do Mundo. A CBF estava falida e isso provou ao Blatter que Teixeira era justamente o tipo que ele queria para organizar a Copa do Mundo.

Que pessoas e organizações lucram com a Copa do Mundo?

Vocês contribuintes pagam por ela. A FIFA consegue lucrar com a bilheteira. Todo o dinheiro da FIFA vem da Copa do Mundo, é a sua grande fonte de renda. Nos outros torneios: futebol feminino, sub-17, sub-21, eles perdem dinheiro. Mas precisam fazê-los para mostrar que são inclusivos. O Valcke prevê que a FIFA vai ganhar 2.700 milhões com a Copa, os brasileiros ficam zangados e ele responde: “Mas nós estamos devolvendo tanto dinheiro”. Isso não é verdade. Quando um quarto de hotel é alugado, isso não é colocar dinheiro, é alugar um quarto de hotel!

Os patrocinadores, como McDonald’s, Visa, Samsung e outros conseguem uma maravilhosa isenção fiscal de 12 meses pela “lei da FIFA”. O Romário lutou contra ela, mas a Dilma forçou a sua aprovação. A isenção fiscal para eles é um fardo para vocês. Se eles não pagam os impostos, vocês pagam. Eles estão a roubar-vos! Essas empresas, como a Coca-Cola e a Samsung, estão a vender produtos e não há impostos! Não há motivo para isso! Se eu arrancar uma empresa em São Paulo, tenho isenção fiscal? Não, não tenho.

Então a Copa do Mundo é um pretexto para eles lucrarem?

Acho que nós poderíamos ter um campeonato mundial de futebol sem eles. Não precisamos desse nível de pessoas não transparentes que só se preocupam com eles e com os seus associados comerciais. Só o dinheiro da venda dos direitos televisivos, que se conseguiria legitimamente, é suficiente para pagar a Copa do Mundo. As emissoras pagam uma fortuna para transmitir. Não são necessários de negócios por baixo dos panos com patrocinadores ou isenções fiscais especiais.

8 de maio de 2014

(...)

Resto dossier

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