Miguel Guedes

Miguel Guedes

Músico e jurista. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990.

Após dois anos, a primeira emboscada à Geringonça não aparece pela mão das linhas vermelhas do Bloco de Esquerda ou das ortodoxias do PCP: a primeira traição surge pelos interesses instalados no PS.

Agora é tudo muito menos sensual: a espionagem serve-se fria, entre zeros e uns, "made in Rússia".

Se desconfiamos dos líderes da tecnologia que pensam o futuro próximo, como podemos resignar-nos com líderes políticos que esquecem o passado recente?

Os negacionistas das alterações climáticas passam por tempos difíceis. Também aí é preciso ter fé.

Não é só na decisão que desculpabiliza a violência doméstica do marido sobre a mulher em caso de adultério que reside o absurdo. É perturbador que alguém possa decidir o que decide com base nas justificações que apresenta.

Urge criar um novo paradigma na abordagem aos fogos depois de décadas de Portugal ardido.

Quando o CDS de Assunção Cristas é o único factor de estabilidade à Direita, resulta claro como o PSD foi perdendo o país à custa do "conto de crianças" de Passos Coelho.

Eis a "after-party" do PSD. Pedro Passos Coelho (PPC) não se recandidata a presidente do PSD no próximo Congresso e abandonará a liderança do partido sem se sujeitar a mais uma humilhação nacional.

É bem provável que boa parte dos compradores dos vistos gold portugueses nunca cheguem a viver em Portugal.

Independentemente das especificações técnicas, o ensaio nuclear da Coreia do Norte, no passado sábado, é um teste de laboratório à forma como a política internacional agita os seus reagentes.