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Governo destaca Lobo Xavier e Alberto da Ponte para a gastronomia

Imagine que um dia o Governo cria um grupo de trabalho para levar a gastronomia portuguesa além fronteiras. Imagine que do grupo de trabalho fazem parte Lobo Xavier e Alberto da Ponte. Agora pare de imaginar. É verdade. Só mesmo os pastéis de nata ou o arroz de cabidela para dar credibilidade ao país.
Assunção Cristas, ministra da Agricultura, e Lobo Xavier numa visita a uma feira agrícola – Foto de José Coelho/Lusa (arquivo)

O Governo acaba de apontar Lobo Xavier e Alberto da Ponte para um grupo de trabalho sobre gastronomia. O grupo, constituído por onze elementos, tem seis meses para apresentar medidas concretas, com avaliação dos respetivos custos, para a divulgação da gastronomia portuguesa através das atividades oficiais do Estado, designadas como “importantíssimas montras de Portugal no estrangeiro”.

O advogado e ex-deputado do CDS António Lobo Xavier, que liderou a comissão responsável pela proposta das principais medidas para a mais recente reforma de abaixamento do IRC, e o presidente da RTP, Alberto da Ponte, serão coordenados pelo gastrónomo José Bento dos Santos, autor de vários programas televisivos, proprietário do projeto vitivinícola Quinta do Monte d’Oiro, em Alenquer, e que nos anos 1980 fundou a “broker” de metais Quimimbro, ao lado de Eduardo Catroga.

A constituição deste grupo de trabalho consta de um despacho assinado pelo ministro Poiares Maduro, que tutela a RTP, e pelos secretários de Estado da Cultura, Negócios Estrangeiros, Turismo e Alimentação e Investigação Agroalimentar.

E porque num país onde quem manda é a troika da austeridade, o Governo fez saber que os representantes do “importantíssimo” grupo não serão remunerados.

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