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Bloco convida defensores da austeridade a "bazar" do país

Marisa Matias respondeu esta segunda-feira a António José Seguro, defendendo que “o voto útil é um voto que de facto queira romper com este ciclo de políticas, e não um voto para a sua continuidade”. A cabeça de lista do Bloco às eleições europeias recordou ainda que “em matéria de política de austeridade o PS tem sempre tomado o lado da direita”.
Um voto no Bloco nas eleições de 25 de maio representa, diz Marisa Matias, um voto “em quem quer romper com este ciclo de políticas” e não se prender no PS, que votou favoravelmente o Tratado Orçamental. Foto de Paulete Matos

O Bloco de Esquerda organizou uma ação em que apresentou a “Bazem Airlines”, que convida todas as personalidades que suportam as políticas de austeridade a deixar o país. O Presidente da República, Cavaco Silva, o chefe do Governo, Pedro Passos Coelho, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e figuras do Partido Socialista, como o secretário-geral António José Seguro e o cabeça de lista às europeias, Francisco Assis, são "prendados" com um bilhete só de ida.

Em resposta ao apelo ao voto no PS, feito por António José Seguro, Marisa Matias recordou que “em matéria de política de austeridade o PS tem sempre tomado o lado da direita”, acrescentando que “para quem teve no Parlamento Europeu como eu tive nos últimos cinco anos, não vi o PS votar de forma diferente, relativamente aquele que foi o sentido de voto de PSD e CDS em todas as políticas em matéria económica e orçamental, que acabam por condicionar a política de emprego e atacar o Estado Social. Aí estiveram sempre juntos”.

Por isso, responde a cabeça de lista bloquista, que “o voto útil é um voto que de facto queira romper com este ciclo de políticas, e não um voto para a sua continuidade”.

“Há pelo menos duas questões em que há uma linha divisória clara” entre o Bloco e PSD, CDS-PP e PS, afirma Marisa Matias: “a austeridade, no centro desta questão, e o Tratado Orçamental. Entendemos que não é compatível a adoção do Tratado Orçamental com uma política de esquerda, de maior justiça social”.

Marisa Matias, cabeça de lista às europeias, Catarina Martins, coordenadora do Bloco, e Mário Tomé, mandatário da candidatura, estiveram presentes na ação, na Rua do Carmo, no centro da cidade de Lisboa, onde foi apresentado o material de campanha para as europeias destinado aos jovens, entre os quais um desdobrável com um avião de papel da “Bazem Airlines”.

Marisa Matias recordou que muitos jovens têm vindo a ser “forçados” a sair de Portugal, “de avião ou por outros meios”, em virtude da política de austeridade que urge “pôr a andar” para fora do país.

“São mais de 120 mil jovens que emigram por ano. Às vezes não só jovens, mas maioritariamente jovens que não têm aqui alternativa de emprego, num país em que a taxa de desemprego jovem supera os 40%”, sublinhou a eurodeputada e novamente candidata ao Parlamento Europeu.

Um voto no Bloco nas eleições de 25 de maio representa, diz Marisa Matias, um voto “em quem quer romper com este ciclo de políticas” e não se prender no PS, que votou favoravelmente o Tratado Orçamental, que institucionaliza as política de austeridade.

A cabeça de lista do Bloco sublinhou que há muitos militantes e apoiantes do PS que estão em desacordo com esta opção, dando o exemplo de Alfredo Barroso, militante histórico e fundador do PS, que decidiu apoiar a lista do Bloco, “porque não concorda que o PS apoie o Tratado Orçamental. É esta diferença que está em causa nestas eleições, nós não precisamos de mais continuidade, nós precisamos de ruptura com esta Europa da austeridade, com as instituições europeias, com coragem e com força e uma saída de ponha as pessoas à frente dos mercados”.

A fotogaleria da autoria de Paulete Matos pode ser consultada no facebook do esquerda.net

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