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Petição em apoio do "Manifesto dos 74" deu entrada no Parlamento

A petição pública a exigir um debate parlamentar sobre a reestruturação da dívida recolheu 34 mil assinaturas em poucas semanas e foi entregue esta quarta-feira em São Bento.
João Cravinho e Alfredo José de Sousa foram a São Bento entregar a petição a Assunção Esteves. Foto André Kosters/Lusa

Na reunião com Assunção Esteves estiveram alguns dos primeiros subscritores do Manifesto, como António Franco, Fernando Melo Gomes, Eduardo Pais Ferreira, Francisca Soromenho, Francisco Louçã, Pedro Adão e Silva, João Cravinho, Ricardo Bayão Horta e Alfredo José de Sousa, que falou aos jornalistas no final do encontro.

"É evidente que se a Assembleia da República adotar uma resolução que vá no sentido da renegociação e das condições da dívida e recomendar ao Governo que ganhe um maior empenho ganhamos todos, porque diminuindo os encargos da dívida diminui obviamente a despesa pública que pode ser afetada a outras opções políticas", afirmou o antigo Provedor de Justiça, citado pela agência Lusa.

Alfredo José de Sousa respondeu a algumas das críticas surgidas do lado do governo em relação a esta iniciativa que juntou personalidades de quadrantes políticos muito diferentes, como a que acusa os que usam a palavra reestruturação de estarem a assustar os credores. "Não nos vamos esquecer que nunca ninguém pensou em agradar aos credores quando se trata dos credores das pensões como é o caso de milhares de portugueses que também são credores das pensões", recordou o ex-Provedor de Justiça, referindo-se aos credores internacionais como "o capital financeiro internacional que não tem rosto".

"Não nos vamos esquecer que nunca ninguém pensou em agradar aos credores quando se trata dos credores das pensões", recordou o ex-Provedor de Justiça.

Com a petição "Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente" entregue à presidente da Assembleia da República, segue-se agora a tramitação pelas comissões parlamentares até chegar a discussão em plenário. Como as petições não podem ser votadas, os promotores aguardam para ver os projetos de resolução que os partidos irão apresentar sobre a matéria, apoiando o conteúdo do documento. "Se a Assembleia da República chumbar [estas resoluções] há de ter com certeza um reflexo político", concluiu Alfredo José de Sousa.

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