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Privatização da água derrotada em Odivelas

Os municípios de Loures e Odivelas chegaram a acordo para a criação de uma empresa intermunicipal que fará a gestão do abastecimento de água e recolha de lixo nos dois concelhos. O Bloco de Esquerda tinha visto chumbada esta proposta em Odivelas pela maioria PS/PSD.
Foto Alexandre Kuma/Flickr

Depois de ter aprovado o polémico concurso para a concessão do abastecimento de água e recolha de efluentes em Odivelas, que motivou grande contestação na Assembleia Municipal por parte de trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Loures/SMAS e munícipes, a autarca socialista Susana Amador anunciou que ele será anulado. "Vamos evocar a alteração de circunstâncias e temos um enquadramento legal para o fazer", disse a presidente da Câmara de Odivelas na conferência de imprensa conjunta com Bernardino Soares.

O presidente da Câmara de Loures afirmou que "o acordo alcançado permite preservar o serviço público e os postos de trabalho" dos trabalhadores dos atuais SMAS e que a negociação pôs fim às divergências entre as duas autarquias sobre um problema com mais de uma década.

Em comunicado, a concelhia do Bloco de Esquerda de Odivelas congratulou-se com a decisão da criação de uma empresa intermunicipal, por ser “a solução que defendeu desde o primeiro momento”, e recordou a sua proposta chumbada pelo PS e PSD na Assembleia Municipal, que previa que a nova empresa intermunicipal tivesse gestão partilhada, cuja transparência seria controlada por aquele órgão autárquico e mantendo os postos de trabalho dos SMAS.

O Bloco/Odivelas saúda “todos e todas que defenderam o serviço público e os postos de trabalho” e sublinha que “a vontade da maioria PS-PSD esbarrou na determinação dos e das trabalhadoras dos Serviços Municipalizados de Loures/SMAS, das forças políticas de esquerda e da população”. Pese embora a solução encontrada tenha sido “a que melhor protege o interesse público”, os bloquistas chamam a atenção para duas questões ainda sem resposta: “Porque é que se perdeu mais de um ano neste processo, que apenas desgastou trabalhadores e cidadãos? E quanto custará ao município de Odivelas a anulação do concurso público para a concessão desses serviços?”.

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