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3 anos de resgate: “Austeridade imposta pela Troika não resolve o problema da dívida e do défice”

Sobre o caminho para sair da crise, João Semedo afirma que “é o da desobediência que nos proteja dos credores e da Comissão Europeia”

Foi no dia 6 de abril de 2011 que o governo português pediu ajuda à Comissão Europeia. “Três anos depois há uma certeza, que ganha um apoio cada vez maior, quer em Portugal, quer na Europa: a austeridade imposta pela Troika não resolve o problema da dívida e do défice, pelo contrário, o défice continua por controlar e a dívida não parou de crescer”, afirma o coordenador do Bloco de Esquerda em declarações ao esquerda.net

Na noite do dia 6 de abril de 2011, José Sócrates, então primeiro-ministro, anunciou ao país que o governo enviou um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia (ver notícia em esquerda.net: Governo enviou pedido de ajuda externa à Comissão Europeia).

Comentando estes três anos, João Semedo salienta também que “a troika e o seu governo do PSD e CDS são responsáveis pelo empobrecimento do país, por um milhão de desempregados e dois milhões de pobres, pelo colapso da economia e pela degradação dos serviços públicos”.

O coordenador do Bloco de Esquerda sublinha também que “Portugal está pior e os portugueses também viram a sua vida piorar”.

Sobre o caminho para sair da crise, João Semedo afirma que “é o da desobediência que nos proteja dos credores e da Comissão Europeia” e alerta: “Esgotados estes três anos, a troika vai se embora mas o governo prepara-se para manter a mesma política como se a troika por cá continuasse”.

Para o coordenador do Bloco de Esquerda esse caminho traduz-se por: “recusar em referendo o tratado orçamental - a lei quadro da austeridade permanente - e reestruturar a dívida pública nos juros, nos prazos e nos valores, de forma a que a dívida deixe de asfixiar todos os recursos do país”.

Há três anos, o Bloco rejeitou o recurso a FMI e UE e propôs de imediato a auditoria de toda a dívida externa. (ver notícia no esquerda.net)

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