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Passos recebido com protestos e recordações de promessas eleitorais em Coimbra

Algumas centenas de pessoas receberam este domingo em protesto, em Coimbra, Pedro Passos Coelho, que se deslocou à cidade no âmbito da sua candidatura à liderança do PSD, para exigirem a continuidade das obras do projeto do Metro Mondego.
“Senhor primeiro-ministro, honre o que prometeu na campanha eleitoral”, lia-se num dos cartazes dos manifestantes.
“Senhor primeiro-ministro, honre o que prometeu na campanha eleitoral”, lia-se num dos cartazes dos manifestantes.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem como “queremos o metro” e exibiam cartazes em que se lia “senhor primeiro-ministro, honre o que prometeu na campanha eleitoral” ou “senhor ministro, mostre que é um homem de palavra, termine a obra”.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, deslocou-se ao final da tarde a Coimbra para participar numa reunião fechada a jornalistas, com militantes do seu partido, depois de ter estado presente num encontro idêntico no Fundão, igualmente no âmbito da sua recandidatura a presidente dos sociais-democratas.

Questionado pelos jornalistas, Passos Coelho escusou-se a comentar a manifestação e a responder a quaisquer outras perguntas, dirigindo-se para a sala onde está reunido, nas instalações do Instituto Português da Juventude.

Promovida pelo Movimento Cívico de Coimbra, Lousã, Miranda do Corvo e Góis, a manifestação contou com a participação de vários autarcas, designadamente dos presidentes das câmaras de Góis, Vila Nova de Poiares, Lousã e Miranda do Corvo.

“É tempo de o Governo passar das palavras aos atos e cumprir as promessas”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, reconhecendo, no entanto, que “o anterior Governo também não esteve bem”, uma vez que também tem responsabilidades na paragem do processo de criação do Sistema de Mobilidade do Mondego.

Pedro Passos Coelho, enquanto candidato a primeiro-ministro, “prometeu, em Miranda do Corvo, há 30 meses, uma solução rápida para o MM”, sublinhou Luís Antunes, recordando que já foram investidos cerca de 100 milhões de euros no projeto.

“Estamos aqui para que o senhor primeiro-ministro para reavivar-lhe a memória e para que não se esqueça do que prometeu”, afirmou à Lusa o autarca de Miranda do Corvo, Miguel Baptista.

O porta-voz do movimento cívico promotor da concentração, Jaime Ramos, considerou que “a não conclusão do projeto do Metro do Mondego” representaria “terrorismo de Estado”.

“Não se trata de uma obra nova”, o projeto foi iniciado há quatro anos, sustentou, recordando que o movimento teve uma promessa do Presidente da República e do primeiro-ministro, enquanto candidatos aos cargos que ocupam, de que “a obra seria concluída”.

O porta-voz do Movimento Cívico de Coimbra, Lousã, Miranda do Corvo e Góis revelou, no sábado, "ter informações" de que a comissão encarregada de selecionar as obras a candidatar a fundos europeus incluiu na lista o projeto Metro Mondego.

Segundo Jaime Ramos, a comissão criada pelo Governo para estudar e elaborar a lista dos 15 investimentos considerados de alto valor acrescentado para o país terminou o seu trabalho e incluiu a continuidade e conclusão das obras do Sistema de Mobilidade do Mondego com uma dotação "provisional de 160 milhões de euros".

O Sistema de Mobilidade do Mondego contempla a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo "tram-train" - com capacidade para circular nos eixos ferroviários, urbanos, suburbanos e regionais - na cidade de Coimbra e no Ramal da Lousã, onde as obras foram iniciadas mas estão interrompidas.

O Ramal da Lousã foi desativado há quase quatro anos, estando concluída, no âmbito do projeto, parte das empreitadas entre Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã), correspondentes à Linha Verde, primeira fase do Metro Mondego, que foram interrompidas há cerca de dois anos após um investimento de cerca de 140 milhões de euros.

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