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Coadoção: Catarina Martins acusa Passos Coelho de autoritarismo e de querer retrocesso

A coordenadora do Bloco de Esquerda confrontou Passos Coelho com a proposta de referendo do PSD sobre a coadoção de crianças por casais homossexuais e acusou-o de autoritarismo e de querer o retrocesso. O referendo foi aprovado pelos votos do PSD, dando lugar a protestos nas galerias e a divisões nas bancadas dos partidos do governo.
No debate quinzenal com Passos Coelho, a coordenadora do Bloco acusou-o de autoritarismo e de querer o retrocesso - Foto Tiago Petinga/Lusa

O referendo à coadoção foi aprovado com os votos a favor do PSD, a abstenção do CDS e de 2 deputados do PS e os votos contra de Bloco, PS, PCP e Verdes. Aos deputados e às deputadas do PSD foi imposta a disciplina de voto a favor do referendo.

Durante a votação ouviram-se nas galerias os gritos de “vergonha, vergonha” e “revolta”. Vários deputados e deputadas do PSD entregaram declarações de voto e a vice-presidente da bancada do PSD Teresa Leal Coelho ausentou-se da sala e pediu a demissão da direção do grupo parlamentar do PSD.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, confrontou Passos Coelho acusando a posição do PSD de “autoritária” e de “querer o retrocesso”.

"Como tudo o que é o seu governo é retrocesso, tudo fez para voltar atrás. De tal forma que pondo as garras de fora do seu autoritarismo impõe a disciplina de voto numa questão de liberdade de consciência", acusou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco considerou que a proposta de referendo do PSD tem como objetivo "parar direitos fundamentais", quando o que o diploma aprovado na generalidade pretende é "resolver um problema de famílias e crianças".

"É o regresso ao passado. Saiba que há um país que não quer uma cruzada moral, quer é decência e que sabe que direitos humanos não se referendam", sublinhou ainda Catarina Martins.

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