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Passos e Crato são alvo de protesto contra cortes na Ciência

Os dois governantes entraram na Universidade de Aveiro ao som de um protesto contra os cortes na investigação científica e o “despedimento camuflado” dos investigadores.
Investigadores em protesto na Unversidade de Aveiro. Foto Paulo Novais/Lusa

À chegada a uma cerimónia de doutoramento Honoris Causa do presidente da GALP e dum diretor da Petrobras na Universidade de Aveiro, Passos Coelho e Nuno Crato passaram a poucos metros do grupo de investigadores que entoava o slogan “Cortes na Ciência, país na falência”, sem sequer lhes dirigir o olhar. 

Nas mãos, traziam folhas A4 com algumas das palavras de ordem do protesto: “O trabalho é um direito, só com bolsas nada feito”, "Pela ciência com qualidade e dignidade", "Ciência e inovação levam país à evolução" ou "Ciência precária, fuga de cérebros diária".

Eduarda Silva, investigadora no Departamento de Química da Universidade de Aveiro e da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) falou à comunicação social sobre esta iniciativa. “Foi um protesto espontâneo e vimos mostrar o nosso desagrado pelas políticas em relação ao sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação em Portugal”. 

Referindo-se ao primeiro-ministro, a dirigente da ABIC afirmou à RTP que “como ele bem sabe, neste momento as instituições, os laboratórios associados, as unidades de investigação e as universidades dependem em muito dos investigadores e dos bolseiros de investigação. Nós somos a base da pirâmide da investigação e inovação que eles tanto apregoam”.

“O que está a acontecer é o despedimento camuflado dos investigadores em Portugal”

“Empreendedorismo faz-se nas universidades e os bolseiros são a base desta pirâmide”, acrescentou Eduarda Silva, acusando o Governo de estar a promover “o despedimento camuflado dos investigadores em Portugal”, através do contestado concurso Investigador 2013 da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). 

“Estes concursos não chegam de maneira nenhuma para o número de investigadores que estão neste momento a trabalhar no sistema e sabe-se já que vai haver um corte de cerca de 75% do número de bolsas de doutoramento e pós-doutoramento a atribuir este ano, o que demonstra o desinvestimento e falta de política para a investigação deste Governo”, lamentou a ativista da ABIC à TVI.

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