You are here

Linha Saúde 24: Trabalhadores param este sábado em protesto contra despedimentos ilegais

Após alguns dos seus colegas terem recebido cartas de rescisão por não aceitarem os cortes salariais que lhes estão a ser impostos, os trabalhadores da Linha de Saúde 24 anunciaram uma paralisação de 24h para este sábado e acusam o ministro Paulo Macedo de compactuar com a situação de ilegalidade na empresa. Pelas 17h, terão lugar concentrações de apoio aos trabalhadores em Lisboa e no Porto.

“Hoje os trabalhadores pararão a Linha Saúde 24, durante 24 horas, nos call centers do Porto e de Lisboa, em protesto contra os despedimentos dos seus colegas. Estes despedimentos são uma retaliação clara por parte da empresa por estes trabalhadores não terem aceite a redução salarial e exigirem um contrato de trabalho em vez do ilegal falso recibo verde”, avançam os trabalhadores num comunicado de imprensa publicado na sua página de facebook.

Lembrando que, “perante situações de anos a falsos recibos verdes, e com os trabalhadores a recusarem-se a compactuar com a manutenção da ilegalidade, a LCS, concessionária da linha, optou por começar a despedir ilegalmente as pessoas”, os trabalhadores da Linha de Saúde 24 sublinham que “a demora na inspeção contribuiu decisivamente para o agravamento da situação” e acusam o ministro Paulo Macedo de compactuar com esta situação.

“O Ministro da Saúde observa esta gritante ilegalidade sem agir, permitindo que se deteriore o serviço da Linha Saúde 24 e permitindo que a concessionária aja fora da lei, empregando ilegalmente e despedindo ilegalmente”, frisam.

“Não aceitaremos qualquer despedimento. Hoje paramos em solidariedade com os nossos colegas despedidos à margem da lei, e paramos pela nossa situação de falsos recibos verdes, também ela fora da lei. Rejeitamos qualquer tentativa de nos ser imposta uma redução salarial coercivamente e sob a ameaça, já concretizada para alguns, de despedimento”, avançam.

“Defenderemos a Linha de Saúde 24 e o serviço público e de qualidade por ela prestado, defendendo os nossos direitos enquanto trabalhadores e exigindo a readmissão e a reatribuição de turnos a todos os nossos colegas que foram ilícita e sumariamente despedidos como retaliação por não aceitarem baixar os seus salários em até 25%”, referem ainda os trabalhadores.

Segundo um trabalhador da Linha de Saúde 24 de Lisboa, este serviço costuma ser assegurado por "pelo menos 20 pessoas", tendo neste momento "três a quatro supervisores", o que representa "menos de um quinto do que é normal".

"A linha está a ser assegurada por supervisores de serviço. Houve por parte da administração uma tentativa de que as pessoas da noite não saíssem de manhã, mas já saíram todos", afirmou Tiago Pinheiro.

Pelas 17h, terão lugar concentrações de apoio aos trabalhadores, contra os despedimentos e pela defesa do serviço em Lisboa, na Av. Forças Armadas, junto Hotel Sana Metropolitan, e no Porto, na R Dr ALfredo Magalhães.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade
(...)