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“A austeridade criou o caos nas urgências do Hospital de Aveiro”

O Bloco de Esquerda denunciou a falta de meios com que se deparam os utentes do Hospital de Aveiro sempre que há um aumento da afluência às urgências.
A falta recorrente de macas e o encerramento de outras unidades de saúde da região têm entupido o Hospital de Aveiro, denuncia o Bloco de Esquerda.

Pedro Filipe Soares quer que Paulo Macedo dê explicações sobre a “situação de caos” nas urgências do Hospital de Aveiro (Hospital Infante D. Pedro). “A ausência de um número de macas suficiente, bem como a exiguidade do espaço, colocam sérios entraves na resposta necessária, sempre que existe um aumento da afluência de utentes às urgências”, refere o líder parlamentar no requerimento entregue esta sexta-feira no Parlamento.

“Esta ausência de macas levou a que chegassem a estar paradas à porta do hospital 12 ambulâncias, o que coloca em causa a resposta a pedidos de socorro, como foi denunciado pelas corporações de bombeiros”, acrescenta o texto enviado a Paulo Macedo. Para o Bloco de Esquerda, “a exiguidade do espaço coloca em causa os direitos dos utentes, que são impedidos de ter consigo os acompanhantes, conforme está previsto na lei”.

“A sobrecarga registada recentemente nas urgências do Hospital de Aveiro demonstra o resultado da política de cortes no Serviço Nacional de Saúde. Prova também como o Governo mente quando diz que não tem degradado a qualidade do SNS”, declara Pedro Filipe Soares, concluindo que “não existe qualquer explicação para que a esta situação permaneça por resolver que não os cortes no Serviço Nacional de Saúde que o Governo está a levar a cabo. A austeridade está a criar dificuldades aos utentes do Hospital de Aveiro”.

Por outro lado, acrescenta o líder parlamentar bloquista, “o aumento do número de utentes nas urgências do Hospital de Aveiro também decorre da política de encerramentos levada a cabo pelo Governo, que reduziu as valências do Hospital de Águeda e encerrou o Hospital de Estarreja”. 

“A realidade está a demonstrar que o Governo errou ao retirar valências ao Hospital de Águeda e ao encerrar o Hospital de Estarreja. Essas unidades são essenciais, como o Bloco de Esquerda sempre defendeu”, refere ainda o requerimento dirigido a Paulo Macedo.

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