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Escolas Superiores de Educação exigem "pedido público de desculpas" de Nuno Crato

A Associação de Reflexão e Intervenção na Política Educativa das Escolas Superiores de Educação exige que o ministro da Educação se retrate perante as ESE e os "professores e educadores nelas formados" e pede a sua demissão.
Foto André Koesters/Lusa

A Associação de Reflexão e Intervenção na Política Educativa das Escolas Superiores de Educação (Aripese) afirmou que "os dados existentes não sustentam as afirmações proferidas" pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, "sobre a qualidade da prestação profissional dos docentes formados nas ESE".

Na reunião que teve lugar esta sexta feira, na qual também participaram os presidentes de dez institutos politécnicos, a Aripese decidiu exigir a Nuno Crato que "apresente um pedido público de desculpas" às ESE e aos "professores e educadores nelas formados" e subscrever a Carta Aberta do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) enviada ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a pedir a demissão de Nuno Crato.

Rui Matos, presidente da Associação afirmou, após o encontro, que a associação considera "esclarecedora a informação prestada pela A3ES [Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior] sobre a qualidade dos cursos de formação de educadores e professores nos dois subsistemas do ensino superior", sendo que os resultados da avaliação, publicados na página oficial da Agência, "contrariam a distinção que o ministro faz entre as universidades e as ESE".

"Não se conformando" com as afirmações do ministro, a Aripese avançou que irá "realizar várias ações construtivas de reflexão, discussão e clarificação, a primeira das quais já em janeiro, em todas as ESE do país, no mesmo dia e à mesma hora".

Para estas iniciativas, serão convidados "a comunidade académica, associações de estudantes, autarquias, agrupamentos de escolas e outras entidades interessadas na formação de educadores e professores", adiantou Rui Matos.

Instado pelos jornalistas, Rui Matos disse que a Associação a que preside não faz "finca-pé que o senhor ministro se demita", quer que "se retrate em relação às afirmações que fez".

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