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"Défice é a desculpa de que o Governo precisa para impor o empobrecimento do país"

A deputada do Bloco Mariana Mortágua afirmou esta sexta feira que “quanto mais austeridade o Governo impõe, pior é a consolidação orçamental”. “Não existe futuro para um Governo que não tem outra estratégia que não o empobrecimento da população portuguesa”, defendeu.
Foto de Mário Cruz, Lusa.

"Em 2012, a meta do défice era 4,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Para atingir esta meta, foram impostos nove mil milhões (de euros) de austeridade neste país, em subidas de impostos, cortes salariais. O défice, em vez de ficar nos 4,4, ficou nos 6,4 por cento do PIB. Em 2013, a meta era 4,5 por cento do PIB. Em nome desse ajustamento, foram novamente impostos cinco mil milhões (de euros) de austeridade. A meta passou depois para 5,5. O primeiro-ministro veio depois dizer que era 5,9", lembrou a dirigente bloquista.

“Sabemos agora, com os dados do INE [divulgados esta sexta feira], que o défice no terceiro trimestre vai em 5,9%. Vale a pena notar que 5,9% é praticamente o mesmo défice que existia em igual período no ano anterior, que era 6,1%”, acrescentou.

Para Mariana Mortágua, “a conclusão é simples”: “independentemente da austeridade que este Governo impõe, aliás, quanto mais austeridade impõe, pior é a consolidação orçamental. Só podemos tirar uma conclusão destes dados: o objetivo da austeridade não é consolidar o défice, o défice é a desculpa de que este Governo precisa para impor um plano de empobrecimento ao país, para fazer as pessoas aceitarem os cortes salariais, as alterações ao código laboral, toda esta austeridade e esta política de empobrecimento".

“Não existe futuro para um governo que não tem outra estratégia que não o empobrecimento da população portuguesa”, rematou a deputada do Bloco de Esquerda.

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