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TST e Carris em greve este Natal

Sindicato estima em 75% a adesão à greve dos Transportes Sul do Tejo e Carris de Lisboa cumpriu apenas serviços mínimos contra o OE 2014 e cortes salariais.
Foto de Paulete Matos

O Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM) estimou em cerca de 75% a adesão dos motoristas à paralisação nesta quarta-feira dos Transportes Sul do Tejo (TST).

“A percentagem [de adesão] é elevadíssima, apesar das pressões que têm existido por parte da empresa aos associados do SNM”, disse à agência Lusa Manuel Oliveira, do SNM, que denunciou que “a empresa obrigou os trabalhadores a ficarem em casa, a vedar-lhes o direito ao trabalho, alegadamente por estarem em descansos compensatórios”.

Segundo o sindicalista, “a TST está a usar este tipo de artifício para tentar desmobilizar os trabalhadores da greve”.

Manuel Oliveira explicou que desde que o Código do Trabalho prevê a atribuição de um dia de descanso compensatório por cada 32 horas de trabalho extraordinário, essa norma nunca foi aplicada pela empresa aos trabalhadores, o que motivou um processo judicial do sindicato contra a TST.

Os motoristas da TST fizeram greve ao longo de todo o dia de Natal e voltam a parar a 31 de dezembro e 1 de janeiro.

A greve nos TST foi justificada pelo sindicato dos motoristas como a forma que os trabalhadores encontraram para se “manifestarem pelo facto de serem ignorados pela empresa”.

Carris faz serviços mínimos

A Carris também esteve em greve esta quarta, em protesto contra o Orçamento do Estado para 2014 e os cortes nos salários aos trabalhadores. Segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a greve na Carris teve uma “grande adesão” por parte dos trabalhadores, com as carreiras, de forma geral, a funcionar apenas em serviços mínimos.

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