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Pussy Riot: Ativistas acusam Putin de promover operação de marketing

Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova, as ativistas das Pussy Riot libertadas esta segunda feira, asseguram que continuarão a opor-se ao regime de Putin e defendem que a amnistia que permitiu a sua libertação é uma “operação de marketing”.

“Não creio que esta amnistia seja um gesto de humanismo, mas uma operação de marketing”, afirmou Alyokhina ao canal de televisão Dojd, após ter saído da prisão, logo pela manhã desta segunda feira. “Se tivesse tido possibilidade, tê-la-ia rejeitado”, frisou a ativista.

“O mais difícil na prisão é ver como destroem as pessoas", avançou Alyokhina, anunciando que vai dedicar-se a "defender os direitos humanos".

Após quase um ano e dez meses na prisão, Maria Alyokhina sublinhou que a sua opinião sobre o Presidente russo "não mudou nada".

Poucas horas depois, foi libertada Nadezhda Tolokonnikova. À sua espera estava o seu pai e o seu marido, Petr Verzilov.

Verzilov afirmou, em declarações à BBC, que ele e Tolokonnikova estão agora mais determinados a continuar a sua oposição ao governo.

"A única coisa que eles ganharam em dois anos de prisão foi a confiança para lutar contra o regime de Putin com ainda mais força”, frisou.

À saída do hospital penitenciário siberiano Tolokonnikova gritou: "Russia sem Putin!".

Tolokonnikova e Aliokhina já tinham cumprido a quase totalidade da pena de dois anos de prisão a que foram condenadas por um tribunal de Moscovo por "violência motivada por ódio religioso".

Entretanto, o Supremo Tribunal russo já tinha ordenado a revisão do caso, depois de ter detetado irregularidades suficientes para modificar ou, inclusive, suspender a condenação das duas ativistas.

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