You are here

Prosegur quer despedir 140 trabalhadores

Empresa justifica despedimento coletivo com perda de clientes e incumprimento no pagamento dos serviços que presta. Trabalhadores salientam que a Prosegur continua a ter lucros significativos. Sindicato opõe-se ao despedimento coletivo e convoca plenários de trabalhadores para 16 e 17 de dezembro.
A multinacional Prosegur anunciou o despedimento coletivo de 140 trabalhadores em Portugal. O sindicato (STAD) opõe-se ao despedimento coletivo e convoca plenários de trabalhadores para 16 e 17 de dezembro

Na passada terça-feira, 10 de dezembro, a Prosegur anunciou a intenção de realizar um despedimento coletivo de 140 trabalhadores, que envolve até uma trabalhadora grávida, pelo menos (ver reportagem em Porto Canal). Já em meados deste ano a Prosegur tinha despedido 60 pessoas.

A empresa diz que o despedimento coletivo será maioritariamente na zona norte do país, argumenta que fez “todos os esforços que evitassem este desfecho” e queixa-se da “perda de clientes na zona do Grande Porto para operadores do sector que, ao não cumprirem com as suas obrigações decorrentes do Código do Trabalho e do Contrato Coletivo do sector, praticam preços inferiores ao custo mínimo de prestação de serviço”.

O sindicato dos trabalhadores de serviços de portaria, vigilância, limpeza, domésticas, e atividades diversas (STAD) “afirma que é totalmente contra os despedimentos porque os trabalhadores não são descartáveis – e, por isso, não podem ser tratados como tal!”

O sindicato alerta para o ataque contra os direitos dos trabalhadores que está a acontecer no setor da vigilância privada, quer com despedimentos coletivos, como este, “quer com a utilização do Lay – Off, (como na Securitas – Algarve)”.

O STAD “afirmou imediatamente à Prosegur que estava totalmente contra o despedimento coletivo, independentemente dos motivos apresentados pela empresa” e informou que irá dar “todo o apoio, sindical, técnico e jurídico aos trabalhadores envolvidos no processo para que estes defendam intransigentemente os seus direitos por todos os meios constitucionais!”.

O sindicato denuncia que o “Governo com a sua política de ser mais 'troikista' que a própria Troika, está a atirar com os trabalhadores para o desemprego, a destruir famílias, a empobrecer o Povo e a destruir Portugal!”

Nas reuniões de trabalhadores convocadas pela Prosegur para anunciar o despedimento coletivo, o STAD informou que irá realizar plenários de trabalhadores (a 16 de dezembro no Porto e 17 de dezembro em Lisboa) para dar “informações sobre os direitos que cada trabalhador tem; prestar outros esclarecimentos sobre todas as dúvidas dos trabalhadores; promover a eleição de uma comissão representativa dos trabalhadores envolvidos no processo de intenção de despedimento coletivo e decidir quais as posições sindicais a tomar” para defender os interesses dos trabalhadores e proteger os seus direitos.

O sindicato apela ao combate a “estas injustiças sociais que provocam profundos dramas humanos” e salienta que elas não devem ser aceites como inevitáveis, sublinhando que os trabalhadores têm direitos, querem “viver com dignidade”, mas só podem faze-lo, se tiverem trabalho e existir justiça social.

A Prosegur refere que é a sétima maior empregadora nacional, com mais de 7.000 trabalhadores, e que estes têm contratos de trabalho efetivos em cerca de 95% dos casos. A empresa, que é uma grande multinacional do setor, anunciou que, em 2012, faturou mais de 147 milhões de euros em Portugal.

Termos relacionados Sociedade
(...)