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Congresso da Esquerda Europeia reunido em Madrid

“Mudar a Europa – Para uma Europa do Trabalho” é o lema do Congresso do Partido da Esquerda Europeia, que está a decorrer em Madrid e pode ver diretamente a partir do esquerda.net (clicando no banner respetivo).
Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, interveio neste sábado no Congresso do Partido da Esquerda Europeia

O quarto Congresso do Partido da Esquerda Europeia (EE, EL na sigla anglo-saxónica) teve início nesta sexta-feira, com o discurso de abertura da Cayo Lara, líder da Izquierda Unida de Espanha, e a intervenção do vice-presidente da Bolívia, Alvaro Garcia Linera.

Na sessão de sexta-feira, intervieram ainda o presidente do PEE, o francês Pierre Laurent, e o presidente da Confederação Europeia de Sindicatos, o espanhol Ignácio Fernández Toxo.

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco e vice-presidente do PEE, apresentou o documento político em debate no Congresso.

O PEE junta 33 partidos europeus, de dentro e de fora da União Europeia. 26 partidos são membros do PEE, entre os quais o Bloco de Esquerda, e sete partidos têm o estatuto de observador.

O Partido da Esquerda Europeia foi fundado em 2004, em Roma, onde decorreu o primeiro Congresso.

“Estamos num ponto de viragem da História”, salientam os documentos para o Congresso depois de sublinharem que o Estado social e os direitos laborais estão a ser desmantelados através de toda a Europa. Do mesmo modo que a xenofobia e o racismo crescem, agitando riscos de guerra, tal como a pobreza e a miséria se tornam avassaladoras.

“A crise ameaça destruir as conquistas sociais e culturais e prepara mais uma vez o terreno para as desavenças entre os povos”, denuncia o PEE. Mas “os povos resistem de Atenas a Lisboa”, acrescenta, o que representa um “motivo de esperança”. A Esquerda Europeia luta por uma “refundação da União Europeia, por uma nova definição dos seus objetivos, políticas e estruturas segundo um modelo económico, produtivo, social e ecológico baseado na solidariedade, justiça social, democracia, soberania popular, agindo ao serviço dos povos”.

A Esquerda Europeia declara-se internacionalista e solidária com o objetivo de “alcançar uma sociedade pacífica, a emancipação humana, a libertação do homem e da mulher de qualquer forma de opressão, exploração e exclusão”.

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