Fabíola Cardoso

Fabíola Cardoso

Professora. Ativista social

A arquitetura do projeto da União Europeia (UE) é complexa. Tão complexa e tão pouco explicada que, para a maioria das pessoas que acabaram de ler o título deste artigo, ele não apresenta qualquer erro. Mas não é assim.

Se o momento é difícil maior deve ser a coragem na resposta. Sem mudanças profundas a crise atual resultará de novo em desvalorização salarial, precarização e degradação dos serviços públicos, no distrito e por todo o país.

A falta de cenários e medidas concretas para precaver uma situação em que os ovos de ouro europeus não chegam, ou não chegam a tempo de ajudar as pessoas e a economia.

Em tempos de incertezas, e perante um cenário mundial cinzento, é essencial rasgar o silêncio e aumentar o compromisso das instituições democráticas para com os direitos LGBT+.

Uma ideia deslumbra PS e PSD: o Projeto Tejo – uma espécie de Alqueva para o Vale do Tejo e Oeste que prevê a construção de barragens, açudes e outras barreiras ao longo do curso do rio e afluentes.

A proposta do Bloco para reduzir o número de alunos por turma era uma medida essencial para garantir a segurança do ensino presencial. Mas foi chumbada pelo PS, PSD, CDS e Chega.

 

O PSD propôs e o PS aceitou: acabar com os debates quinzenais no parlamento… O que foi aprovado pelo “centrão” foi uma desvalorização do debate e do escrutínio parlamentar, um ataque ao débil envolvimento da maioria das pessoas na política portuguesa.

Sabemos bem como custa não poder dar aquele beijo, aquele abraço, manter a distância socialmente exigida. Para muitas pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais (LGBTI) esta não é uma situação nova, é o seu dia-a-dia.

A resposta à crise provocada pela pandemia deve responder aos problemas sociais e ambientais e não repetir os erros que nos trouxeram até aqui. É o momento de mudar, mas mudar mesmo.

Inesperadamente uma pedrinha na engrenagem. A obrigatoriedade de uma pausa, uma pausa absoluta nas nossas vidas. Uma pausa fisica, temporal e talvez também existencial.