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Comunidades indígenas são essenciais para preservar biodiversidade

Peritos internacionais em biodiversidade defenderam esta segunda-feira ser vital para a comunidade internacional aprender com o conhecimento tradicional dos povos indígenas para enfrentar as consequências das alterações climáticas e o rápido desaparecimento de espécies.
Foto: Michel Pellanders, 1987, retirada do Instituto Socioambiental do Brasil.

Os especialistas da Plataforma para a Biodiversidade e Serviços do Ecossistema da ONU (Ipbes) afirmaram em comunicado que as lições das comunidades indígenas são aplicáveis em campos como a agricultura, gestão de florestas ou exploração dos oceanos.

Exemplos do valor do conhecimento tradicional indígena perante os problemas ecológicos de hoje em dia, por exemplo, incluem as técnicas de gestão de incêndios florestais desenvolvidas há milhões de anos por povos nos territórios da Austrália, Indonésia, Japão e Venezuela.

Grupos indígenas destas regiões recorrem a incêndios controlados no início da estação seca para criar zonas queimadas que mitigam os incêndios incontrolados na época mais seca do ano, contribuindo para a proteção da biodiversidade.

Os peritos também indicaram que perante o previsto aumento das condições meteorológicas extremas, a forma como os indígenas na China, Bolívia e Quénia têm gerido as suas culturas é uma lição a aprender pelos agricultores de hoje em dia.

O presidente do Ipbes, um organismo internacional cujo objetivo é procurar soluções para a perda de biodiversidade, Zakri Abdul Hamid, disse numa declaração que a tarefa do instituto "é complexa, mas essencial".

"Devemos identificar as lacunas no conhecimento e criar relações entre decisões políticas e conhecimentos em todas as suas formas", afirmou Abdul Hamid.

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