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“Esta luta não acaba hoje, os CTT vão voltar a ser públicos”

Durante uma ação simbólica que teve lugar junto aos CTT dos Restauradores, a coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, frisou que com esta privatização está sob ataque o serviço público, os recursos públicos e os postos de trabalho e garantiu que, à semelhança do que já aconteceu noutros países, “os CTT vão voltar a ser públicos”.

“Neste dia em que nos falam de bom negócio é bom sabermos de que negócio estamos a falar”, frisou a dirigente no início da sua intervenção durante a ação simbólica promovida pelo Bloco de Esquerda.

“Hoje é o dia em que alguns estão a ganhar muito dinheiro com a privatização dos CTT. É também o dia em que o país fica mais pobre. Os CTT são um serviço público essencial, um serviço público que é a única presença do Estado em tantas localidades onde as populações já ficaram sem a escola, sem o hospital, sem a repartição de finanças”, referiu Catarina Martins.

A deputada frisou ainda que os CTT são reconhecidos internacionalmente como “um dos melhores serviços postais do mundo”. “E quem faz essa qualidade são os trabalhadores e as trabalhadoras dos CTT que também ficam com os postos de trabalho em causa com esta privatização porque não há nenhuma garantia sobre o seu futuro”, lamentou a dirigente bloquista.

Catarina Martins lembrou que esta É também uma empresa pública lucrativa. “A cada ano, os CTT nunca entregaram ao Estado menos de 50 milhões de euros de lucro. O que hoje o governo entrega aos privados é não só um serviço público essencial como também os lucros que são importantes para as contas do nosso país”, destacou.

“Com esta privatização está sobre ataque o serviço público, estão sobre ataque os recursos públicos e estão sobre ataque os postos de trabalho de quem faz dos CTT um dos serviços postais com mais qualidade no mundo”, afirmou a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, sublinhando que “os argumentos para a privatização dos serviços postais não são, por isso, nem um problema de contas públicas, nem de melhoria do serviço. É uma sanha ideológica de privatizar tudo o que em Portugal pode dar lucro e de desmantelar os serviços públicos. É essa a sanha do governo, é essa a sanha da troika”.

“Esta luta não acaba hoje. Os CTT vão voltar a ser públicos”, garantiu Catarina Martins, fazendo referência às experiências de países como a Dinamarca, Suécia e Argentina, nos quais a privatização dos correios foi de tal forma desastrosa que estes países voltaram a nacionalizar estes serviços.

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