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Crato reconhece “da pior maneira” o absurdo da prova de acesso, acusa Fazenda

O deputado do Bloco afirma ainda que Crato "está a castigar" os professores com menos de cinco anos de funções, "a discriminá-los, a criar um novo tipo de situações completamente inaceitáveis". O Bloco teme também queda futura no relatório PISA, com a política educativa do governo PSD/CDS-PP.
Manifestação de professores contratados e desempregados. Foto Paulete Matos

Em conferência de imprensa, o deputado Luís Fazenda acusou o ministro Nuno Crato de reconhecer “da pior maneira” o absurdo da prova de acesso “a que queria submeter contratados”.

O deputado bloquista diz que o recuo do ministro “demonstra à evidência que a prova era uma caricatura, era uma desautorização da formação profissionalizante dos professores”.

Luís Fazenda acusa ainda Nuno Crato de estar “a castigar" os professores com menos de cinco anos de funções, "a discriminá-los, a criar um novo tipo de situações completamente inaceitáveis". E salienta que há “professores com menos de cinco anos de serviço que têm até graus académicos e níveis de formação superiores do que outros que têm mais de cinco anos de ensino”.

O deputado do Bloco sublinha também que Nuno Crato, “pelo facto de estar politicamente isolado” e derrotado no “seu objetivo” inicial, está a “tentar agora através de uma forma ínvia voltar atrás mas sem corrigir o erro de partida que é a existência desta prova dita de aquisição de conhecimentos e que afinal de contas é meramente uma humilhação dos professores”.

Bloco teme queda futura no relatório PISA, com a política de Crato

Sobre os resultados do relatório PISA 2012, conhecidos nesta terça-feira, Luís Fazenda assinala “uma imagem do progresso da escola pública em Portugal, salientando “que este relatório mal abrange este governo”. O Bloco realça que “temos bons resultados” “com uma Escola Pública que tinha um investimento privilegiado, uma escola pública que tinha uma ideia central de qualificação”.

"Hoje o que temos com o atual Governo? Um desinvestimento para metade da escola pública e uma tentativa de destruição da escola pública. Tememos que os resultados que aí venham no futuro sejam bastante inferiores com aquilo que tem sido a atual política educativa", disse Luís Fazenda.

O deputado bloquista lembrou também o exemplo da Suécia, "onde se pratica largamente o cheque-ensino", que foi dos países que mais caiu no relatório PISA.

"Tentar transportar para Portugal uma experiência que é absolutamente negativa influirá ainda mais no retrocesso desses indicadores contidos no relatório PISA", concluiu Luís Fazenda.

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