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Trabalhar até morrer!?!?

As nossas ideias e a nossa determinação na oposição sistemática à destruição em curso irão demonstrar todos os dias e a cada dia que Ainda estamos Vivos.

Com o frio na alma e no corpo, enfrentamos este rigoroso inverno que nos gela e nos congela a esperança.

Sabíamos, muitos de nós, que toda esta praga iria prosseguir ao sabor de um punhado de bárbaros e rancorosos vendidos ao dinheiro, que os deslumbra e lhes tolda toda a capacidade de pensarem que, um dia, irão ser velhos. Utilizo o termo “velhos” porque, na verdade, eles nunca irão ser sequer, idosos, por que já nasceram velhos. De cabeça, de corpo, de espírito e, principalmente de ética e princípios, São ainda descendentes diretos dos bárbaros que atravessaram a Península.

E “velhos” como significado de experiência, sabedoria e consciência humana, jamais o serão!

Só os podemos assim considerar, porque a política que continuam a praticar é, dia a dia, hora a hora, uma verdadeira e concreta barbárie.

Depois de tudo o que se tem dito e escrito, há sempre mais e mais a dizer, até porque quando a razão e o direito nos assiste, tudo aquilo que temos a dizer nunca é demais, nem se esgota.

Todos os ataques que, diariamente, nos são dirigidos como trabalhadores, idosos, reformados ou pensionistas, seniores com mais de 60 anos, que conseguimos ir construindo com um certo esforço mas com determinação um país que, na Europa estava atrasado mais de 30 anos, são no mínimo, dislates proferidos e executados como putos que foram crescendo à margem das leis e de qualquer estrutura social.

Conseguimos reconstruir e pôr de pé uma Escola Pública para todos e para que todos tivessem a mesmas oportunidades! Azar o Nosso!...

Conseguimos erguer um Serviço de Saúde invejável até na Europa, que abrangesse, cuidasse e proporcionasse a Todos uma vida com todos os cuidados de saúde, mais saudável, logo mais feliz. Azar o nosso!...

Conseguimos sair da escuridão das taxas de mortalidade infantil, saltando para os primeiros lugares nos rankings (palavra que gostam tanto de empregar) de saúde materno-infantil na Europa e não só. Azar o nosso!...

Proporcionámos, com o nosso trabalho, todas estas possibilidades e oportunidades a quem, agora , montado no “cavalo do poder” e com mentira elevada ao mais alto expoente, se arroga o direito de nos exterminar como se a nossa presença fosse ou seja algo que lhes coarte a sua ação devastadora.

E coarta! E vai impedindo! E isso é que os incomoda muito! E fingem não percebem e “chutam p’ra canto…” e fingem não dar por nada para continuar a enganar os mais incautos e/ou os correligionários submissos.

A trabalhar até aos 67? 70? 80? Até morrer? A matar-nos mesmo antes de atingirmos (?) a idade da reforma? Impondo horários de trabalho e salários recuados aos anos 60?

Conseguimos que se implantasse, neste país, a justiça, a Democracia.

Desculpem, mas não há crise, não há leis dispersas e feitas avulsas, coladas nas entrelinhas da Lei Constitucional, que possamos aceitar, consentir uma “morte anunciada” para nós e para o País.

As nossas ideias e a nossa determinação na oposição sistemática à destruição em curso por estes incapazes imbecis, irão demonstrar todos os dias e a cada dia que Ainda estamos Vivos e estaremos, com força e vigor para vos enfiarmos “um par de estalos” nessas caras sem vergonha e sem qualquer tipo de dignidade.

Sobre o/a autor(a)

Reformada. Tradutora e Assistente no Depto. Médico duma multinacional americana da indústria e comércio farmacêuticos. Dirigente do Bloco de Esquerda.
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