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Troika aperta o garrote sobre a Grécia

O regresso da troika a Atenas, previsto para segunda-feira, foi cancelado porque persistem divergências quanto às reformas no país. A medida é interpretada como um reforço da pressão dos credores para eliminar as resistências do governo às suas exigências, designadamente novos cortes nas pensões.
Ao fim de duas semanas os enviados da troika voltaram a abandonar Atenas sem concluir o exame.

"Ainda não decidimos quando regressará a missão", disse Simon O'Connor, porta-voz da Comissão Europeia, citado pela agência Efe. "O Governo grego está em contacto com a troika para encontrar a data mais adequada para o seu regresso a Atenas", anunciou em comunicado o Ministério das Finanças da Grécia. A nova inspecção dos enviados da troika ao modo como Atenas cumpre as suas ordens deveria iniciar-se na segunda-feira.

O ministro das Finanças grego afirmara anteriormente que o seu governo deseja eliminar todas as reticências da troika antes do final do ano. A Grécia assume em 1 de Janeiro a presidência da União Europeia.

A ronda de negociações na Grécia da qual depende a libertação de uma nova fatia do empréstimo da troika iniciou-se em Setembro. As conversações foram interrompidas semanas depois e só foram retomadas em Novembro. No entanto, ao fim de duas semanas os enviados do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE) voltaram a abandonar Atenas sem concluir o exame.

O diferendo tem a ver com um previsível buraco no orçamento para 2014, que a troika avalia em 1500 milhões de euros, o triplo dos cálculos dos dirigentes gregos. Os credores consideram também que o ritmo das privatizações é muito baixo e exigem, além disso, novos cortes nas pensões sociais.

O Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, a directora do FMI, Christine Lagarde, o chefe da missão do FMI na Grécia, Poul Thomsen, e o ministro grego das Finanças, Yannis Stournaras, estiveram em video-conferência e concordaram, segundo a comunicação social grega, na necessidade de o governo grego aceitar o mais rapidamente possível as exigências dos credores.

Artigo publicado no site do Grupo Parlamentar europeu do Bloco de Esquerda

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