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Repsol aceita acordo com Argentina pela nacionalização da YPF

Numa decisão unânime, os administradores da petrolífera espanhola asinaram o pré-acordo para a indemnização resultante da nacionalização das suas ações da petrolífera argentina YPF. Desde que passou para as mãos do Estado, a empresa faturou mais 27% e a cotação na bolsa de Buenos Aires disparou 120%.
Desde que passou para mãos públicas, a YPF não tem parado de aumentar a faturação e o investimento. Foto Nestor Galina/Flickr

Em declarações à agência de notícias Telam, o ministro da Economia argentino disse esperar que se possa assinar um acordo definitivo muito em breve, depois dos administradores da petrolífera Repsol (que viram nacionalizadas 51% das ações da YPF) terem aprovado o pré-acordo negociado nos últimos meses com mediação diplomática.

Apesar do acordo de confidencialidade impedir a divulgação dos pormenores da indemnização que porá fim às ações judiciais interpostas pela Repsol, o diário El Pais avança com o valor de 5 mil milhões de dólares (3.675 milhões de euros) pagos em obrigações do tesouro argentino a dez anos com juros de 8,5%. Para já sabe-se que a petrolífera espanhola contratou o Deutsche Bank para fazer a assessoria financeira do acordo. A confirmar-se este valor, trata-se de cerca de metade do que a Repsol exigiu nos tribunais após ser expropriada pelo Estado argentino.

Desde a nacionalização, petrolífera YPF disparou lucros e cotação

Quando o Estado argentino recuperou a gestão da petrolífera YPF das mãos da Repsol, em abril de 2012, o declínio da produção anual de petróleo rondava os 10%, diz o ministro da Economia. "Estamos muito satisfeitos porque o que nós fizemos foi dobrar os esforços de investimento, de exploração, crescimento de 3 por cento na produção anual de petróleo", afirmou Axel Kicillof. 

Segundo os dados oficiais, citados pela agência Telam, as receitas obtidas pela venda de hidrocarbonetos e combustíveis aumentaram 30 por cento desde a nacionalização. A faturação da YPF passou de 3.42 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2012, ainda em mãos da Repsol, para 4,33 mil milhões no terceiro trimestre deste ano, ou seja, um crescimento de 27%.

Quanto aos investimentos em bens orçamentados pela YPF, passaram de 3.56 mil milhões de dólares para 5.59 mil milhões com a nova gestão pública. E a cotação em bolsa também refletiu a melhoria da gestão pública face à privada: na bolsa de Nova Iorque a YPF cresceu 34% e na de Buenos Aires 120%.

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