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Obama, um ano depois

Obama prometeu, recorda Uri Avnery no artigo O americano tranquilo, que aprofundaria a guerra no Afeganistão, como uma espécie de "compensação" pela retirada do Iraque. Hoje, está atolado no Iraque e no Afeganistão e prestes a atolar-se numa terceira guerra.
O falhanço de Copenhaga pertence a Obama, afirma Naomi Klein, recordando que o presidente americano estava numa posição privilegiada para liderar o mundo no que respeita às alterações climáticas e desperdiçou todas as oportunidades.
Os políticos afro-americanos dos EUA estão a dar-se conta de que fizeram um acordo de Fausto ao apoiar o actual presidente, afirma Immanuel Wallerstein no artigo Obama como presidente negro.
Seguem-se dois textos com perspectivas diferentes sobre a reforma do sistema de saúde nos EUA, uma das principais bandeiras de Obama. Em Os liberais caem em linha, Lance Selfa lamenta a alta propensão dos progressistas para aceitar "metade do bolo" sem sequer tentarem lutar por ele inteiro. Já Lindsay Beyerstein defende em Reforma dos Cuidados de Saúde: e agora? que apesar das concessões impostas pelo Senado, ainda há muito que agrade aos progressistas.
Em seguida, dois artigos sobre as relações actuais entre a Casa Branca e a América Latina. Noam Chomsky, em Os EUA e a "pacificação presidencial", recorda a tradição dos presidentes que ganharam o Nobel da Paz em relação à América Latina, a propósito da postura de Obama diante do golpe nas Honduras. Já Jim Lobe afirma que Obama não mudou a forma habitual que os EUA têm de se relacionar com a América Latina, no artigo EUA-América Latina: Mais continuidade que mudanças.
Finalmente, em Bodes expiatórios e alarmistas: o regresso da "guerra contra o terror", Alan Maass fala da volta da pior histeria da "guerra contra o terrorismo". 

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Resto dossier

Obama, um ano depois

No dia 20 de Janeiro completa-se um ano sobre a tomada de posse do primeiro presidente negro dos EUA, que despertou enormes expectativas no país e no mundo. Um ano depois, o Esquerda.net preparou um dossier para fazer o balanço desse primeiro ano.

Saúde: os liberais caem em linha

A alta propensão dos progressistas para aceitar "metade do bolo" sem sequer tentarem lutar por ele inteiro levou a uma lei de "reforma" da saúde pró-empresarial.

Bodes expiatórios e alarmistas: o regresso da "guerra contra o terror"

A tentativa de um nigeriano de 23 anos de detonar uma bomba num avião com destino a Detroit tornou-se a desculpa para o regresso à pior histeria da "guerra contra o terrorismo" do período pós-11 de Setembro.

Obama como presidente negro

Os políticos afro-americanos dos EUA estão a dar-se conta de que fizeram um acordo de Fausto...

EUA-América Latina: Mais continuidade que mudanças

O governo de Barack Obama não mudou a forma habitual que os Estados Unidos têm de se relacionar com a América Latina; e as esperanças surgidas nesse sentido, quando assumiu há quase um ano, desfizeram-se.

O falhanço de Copenhaga pertence a Obama

O presidente americano estava numa posição privilegiada para liderar o mundo no que respeita às alterações climáticas e desperdiçou todas as oportunidades.

Os EUA e a "pacificação presidencial" na América Latina

Barack Obama foi o quarto presidente dos EUA a ganhar o Nobel da Paz. Todos seguiram uma longa tradição de pacificação no "nosso quintal", a América Latina. Dada a postura do governo de Obama diante das Honduras, vale a pena examinar este histórico.

Reforma dos Cuidados de Saúde: e agora?

Apesar das concessões impostas pelo Senado, ainda há muito na nova lei de reforma dos serviços de saúde dos EUA - uma das principais bandeiras de Obama - que os progressistas vêem com agrado.

O americano tranquilo

Durante a campanha eleitoral, Obama prometeu, com entusiasmo febril de candidato, que aprofundaria a guerra no Afeganistão, como uma espécie de "compensação" pela retirada do Iraque. Hoje, está atolado no Iraque e no Afeganistão. Pior: está prestes a atolar-se, também, numa terceira guerra.