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Artista desaparecida das Pussy Riot é descoberta em hospital na Sibéria

Após mais de três semanas desaparecida, NadezhdaTolokonnikova, a conhecida artista e ativista russa da banda Pussy Riot, é descoberta num hospital remoto na Sibéria. O marido, Pyotr Verzilov, foi autorizado a falar com a esposa por videoconferência e afirma que ela se está a sentir bem.
"Graças aos esforços de Tolokonnikova, as mulheres na sua antiga prisão já não têm que costurar diariamente durante 16 horas, agora trabalham apenas oito horas," afirma Svetova.

Depois de mais de três semanas a procurá-la e após muitos rumores sobre a sua morte, Pyotr Verzilov encontrou finalmente a sua esposa num hospital na Sibéria.

Verzilov, artista russo e marido da ativista da banda Pussy Riot NadezhdaTolokonnikova, recebeu um telefonema na quinta-feira de manhã de um conhecido: "a tua esposa está na clínica TB em Krasnoyarsk," contou-he. Após 21 dias desaparecida, algures entre a região de Mardova e a Sibéria, a notícia foi uma grande alegria."

As autoridades do hospital Tuberculose nº1 (apesar do nome, trata de uma grande variedade de doenças) permitiram a Verzilov falar com a sua esposa ao telefone na passada quinta-feira, e, na sexta, foi convidado a ir ao hospital, embora só lhe tenha sido autorizado falar com a mulher por videoconferência.

A notícia foi recebida pelo marido a 300 quilómetros de Krasnoyarsk, onde aguardava a suposta chegada da sua esposa a uma prisão diferente, a IK-50 prisão de mulheres. Na sexta-feira, Verzilov chegou ao hospital para falar com a sua esposa, a quem gentilmente chama Nadia Krasnoyarsk.

"Foi estranho estar tão perto da Nadia, em dois prédios diferentes do mesmo hospital, mas vimo-nos no vídeo", disse por telefone ao jornal The Daily Beast. "Ela parecia estar-se a sentir bem," confessou Verzilov.

Amplamente popular e influente no ocidente e menos compreendida no seu próprio país, Nadia e as suas compatriotas da banda Pussy Riot "abalaram o sistema [prisional]" na Rússia, afirma Zoya Svetova, um observador independente do sistema prisional russo. O ativismo dos membros encarcerados da banda contou com greves de fome e inúmeros recursos para tentar aliviar as suas condições penais.

No início deste ano, Tololonnikova publicou uma conhecida carta, desde então, vários jornalistas e ativistas dos direitos humanos receberam correspondência semelhante de outros presidiários, descrevendo as condições horríveis a que são submetidos. "Graças aos esforços de Tolokonnikova, as mulheres na sua antiga prisão já não têm que costurar diariamente durante 16 horas, agora trabalham apenas oito horas," afirma Svetova.

Verzilov e Tolokonnikova foram autorizados a falar apenas 15 minutos. A artista, descreveu ao marido a vida que teve durante as semanas da transferência, afirmando não ter tido qualquer hipótese de lhe enviar uma carta, pois, os guardas prisionais observaram-na atentamente durante todo o percurso.

"Também falei rapidamente sobre um dos nossos amigos, que agora enfrenta uma sentença de cinco anos pelo seu ativismo artístico," referindo-se ao homem que pregou as suas partes íntimas na Praça Vermelha em sinal de protesto. "Sem ver as fotos de Pavlensky - Pyotr - pregado na Praça Vermelha, ela não conseguiu imaginar a cena”.

  Esta semana, espera Verzilov, poderá ter um encontro real com a esposa.

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