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Fenprof: Foram suspensos "todos os procedimentos" relacionados com provas de acesso

Tendo os tribunais administrativos e fiscais aceite nove das 12 providências cautelares apresentadas pela Fenprof, foi dado o “primeiro passo para a anulação" da prova de acesso para professores, afirmou Mário Nogueira. Fenprof acusa governo de querer "comprar professores do quadro para classificarem provas dos seus colegas sem vínculo”. FNE convoca greve para 18 de dezembro.
Foto de Paulete Matos.

Greve aos serviços relacionados com a prova

"Agora esperamos que algumas das providências sejam decretadas, mas, entretanto, não vamos baixar os braços", avançou o dirigente sindical, adiantando que, se "a luta" não tiver o desfecho desejado nos tribunais, a Fenprof irá convocar uma greve aos serviços relacionados com a prova, nomeadamente aos de vigilância.

A Federação Nacional da Educação (FNE) decidiu, entretanto, avançar, de facto, com uma greve a 18 de dezembro, dia da realização da prova de avaliação de conhecimentos e competências dos docentes. A decisão foi tomada no conselho geral da FNE, que esteve reunido em Évora.

Governo quer "comprar professores do quadro para classificarem provas dos seus colegas sem vínculo”

Mário Nogueira anunciou ainda esta sexta feira que a estrutura sindical vai entregar nos tribunais um pedido de ineficácia dos convites feitos pelo Instituto de Avaliação educativa (IAVE) aos professores de português, que normalmente corrigem os exames nacionais dos alunos, para que estes classifiquem também as provas dos docentes contratados.

Seja qual for a decisão dos tribunais, "os docentes que foram convidados não têm de enviar os dados pedidos pelo MEC para criar a bolsa de classificadores”, sendo que se trata de uma proposta, de um convite e "não de uma ordem, já que a vigilância ou a correcção de testes dos colegas não fazem parte do conteúdo funcional da profissão de professor", adiantou.

Em comunicado, a Fenprof acusa o Ministério da Educação e da Ciência de querer "comprar professores do quadro para classificarem provas dos seus colegas sem vínculo” e apela aos mesmos para que “recusem o papel que o MEC lhes pretende atribuir: o de serem pagos, com dinheiro extorquido aos seus colegas desempregados e precários, para que contribuam numa farsa destinada, por um lado, a denegrir a imagem dos profissionais docentes e, ao mesmo tempo, a afastar muitos deles da profissão”.

"Isto é muito mais do que uma luta jurídica. É um combate pela profissão. A Fenprof vai continuar a intervir e no próximo dia 20 estará na Assembleia da República,  para entregar a petição contra esta prova", avançou Mário Nogueira.

O dirigente sindical chamou ainda a atenção para o debate e votação de um projeto de alteração à legislação sobre esta matéria no dia 5 de dezembro, a partir das 15h, deixando um convite à presença, em São Bento, dos professores que ali se possam deslocar. "É importante ver a reação dos partidos, nomeadamente dos que já se manifestaram contra esta prova", frisou

A Fenprof vai divulgar em breve um guia anti prova.

Os professores contratados agendaram para este sábado manifestações e concentrações em Lisboa, Coimbra e Braga.

A manifestação de Lisboa decorrerá em frente à Assembleia da República, enquanto em Coimbra o protesto será na praça da República, às 15h. Em Braga, vai realizar-se uma contestação à mesma hora, na Avenida Central.

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