You are here

Croácia admite recorrer ao FMI

Quatro meses depois de ter entrado na União Europeia, ministro das Finanças croata admite ter de recorrer ao fundo, mas opõe-se a novos cortes de orçamento. “Sempre se pode arranjar espaço para mais um corte, mas a que preço? Nas condições atuais, isso poderia ser muito, muito arriscado”, disse Slavo Linic.
O presidente da Croácia Ivo Josipović, e a mulher. Foto de European Parliament

Quatro meses depois de ter entrado na União Europeia (mas não no euro), a Croácia admitiu que poderá pedir um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional, devido ao nível “enorme e muito arriscado da sua dívida”. Foi o próprio ministro das Finanças, Slavo Linic, a admitir um possível pedido.

O ministro informou que o país precisa de 44 mil milhões de kunas (cerca de 5,8 mil milhões de euros) no próximo ano para refinanciar a dívida e fazer face a um buraco orçamental de cerca de 16 mil milhões de kunas.

“Com taxas de juro elevadas, de 5 a 7%, dependendo se vamos pedir internamente ou no exterior, para nós, este é um nível enorme e muito arriscado de dívida”, referiu Linic numa entrevista citada pela Bloomberg. “Em cooperação com o FMI, as condições de financiamento seriam muito mais favoráveis. E precisamos de toda a ajuda que conseguirmos”.

Economia não cresce desde 2008

A economia da Croácia não cresce desde 2008 e tem sido penalizada pelo aumento das taxas de juros, as grandes dívidas das empresas públicas e uma taxa de desemprego que se aproxima de 20%.

O ministro acredita que a economia do país deverá crescer 1,3% em 2014, número que diverge dos apresentados pela Comissão Europeia, que aponta para um crescimento de apenas 0,5% em 2014.

O défice de 7,2% do PIB no 2º trimestre foi o quarto mais alto da UE, a seguir aos da Grécia, Espanha e Irlanda. A Comissão Europeia vai dar início a um procedimento por défice excessivo, anunciou o comissário Olli Rehn.

Mas o ministro croata foi publicamente contrário a novos cortes de despesa, considerando-os perigosos. “Sempre se pode arranjar espaço para mais um corte, mas a que preço? Nas condições atuais, isso poderia ser muito, muito arriscado”.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Internacional
(...)