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Abate ilegal de mais de dez mil árvores no Alqueva, LPN exige esclarecimento

A LPN – Liga para a Protecção da Natureza (LPN) exige esclarecimento sobre o abate de 7.000 azinheiras e sobreiros e 4.500 oliveiras no perímetro do Alqueva. A associação ambiental diz que “após erros técnicos de cálculos das cotas de enchimento, a EDIA celebrou um contrato sem concurso para a execução errada e sem autorização de um abate de árvores protegidas”.
Alqueva, foto de Mónica, M/Flickr

Num comunicado com o título “Alqueva: da incompetência à ilegalidade”, a LPN anuncia que “enviou pedidos de esclarecimento à EDIA [Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva], ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e à Agência Portuguesa de Ambiente sobre estes abates fora-da-lei, exigindo que sejam tomadas medidas contra os envolvidos pelas ilegalidades cometidas”.

A LPN salienta que o processo decorre há mais de dez anos e pauta-se, desde o início, “por graves incumprimentos e ilegalidades”.

Salientando que desde há vários anos se vêm concretizando as piores “as piores expectativas da avaliação inicial” da associação sobre todo o projeto do Alqueva, a LPN realça: “Desde o início deste projeto, desmontaram-se fábricas de papel sem cuidados ambientais, desmataram-se e desflorestaram-se várias áreas sem o cumprimento da legislação ambiental e diretivas europeias em vigor, ameaçando espécies protegidas, e falhou-se nos compromissos de monitorização de impactos nos caudais ecológicos e no seu possível reajustamento, no impacto da barragem nas espécies piscícolas autóctones e sua fragmentação de habitats, até à própria contaminação genética, fruto do transvase do Guadiana para o Sado”.

Sobre o abate das 7.000 azinheiras e sobreiros e 4.500 oliveiras, a LPN sublinha que é “mais um caso evidente da tendência para o desprezo manifestado frente à legislação ambiental e aos compromissos assumidos pela EDIA após a Avaliação de Impacte Ambiental”.

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