Maria Luísa Cabral

Maria Luísa Cabral

Bibliotecária aposentada. Activista do Bloco de Esquerda. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

Como os salários, também as pensões devem ser abrangidas por um regime anual de atualizações sem o qual a grande maioria dos reformados entra numa espiral de agravamento das condições de vida.

A cultura deixou-se de salões e desceu à rua. O Ministério não sabe lidar com a situação. É tempo, então, de avançar com propostas alternativas e colocar a cultura noutros carris.

Finalmente, “pinturas suspeitas vão a exame”. A notícia é positiva, a pressão do debate público surtiu efeito. Mas diz o diretor do MNAA que se trata de satisfazer uma “curiosidade mórbida”...

Esta novela das telas sob suspeita, expostas com pompa no MNAA, tornou-se mesmo uma espécie de mistério da estrada das Janelas Verdes. Só é conhecido o que vem a público mas pode arriscar-se que haverá condimento q.b., cuidadosamente resguardado.

O pequeno aumento das pensões aprovado foi positivo mas a questão mais importante de todas é que não houve cortes. No final do ano teremos de revisitar estas alterações.

O Ministro da Cultura voltou a dar uma entrevista, agora ao Expresso/Revista. De novo, muito afável e agradável de ler. Mas não chega.

Pura e simplesmente, os cestos com produtos alimentares não são solução como já o não eram as cantinas sociais.

Trabalhei com Mário Ruivo, quero deixar aqui o testemunho de um encontro decisivo para a minha vida profissional que, então, mal começava.

Nós, trabalhadores da cultura queremos mais substância.

Invocar permanentemente com azedume que a Função Pública é um regabofe, é clara e completamente despropositado.