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Governo tem "mãos largas com os grupos económicos e financeiros"

O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, João Semedo, criticou esta quarta feira o "perdão fiscal indecente" previsto no novo Código do IRC proposto pelo executivo do PSD/CDS-PP, num momento “em que o Governo vê à lupa tudo aquilo que pode cortar nos salários, nas reformas, nas pensões".
Foto de Paulete Matos.

“O novo Código do IRC, caso seja aprovado e entre em vigor, inclui uma cláusula que protege da tributação uma série de grandes empresas. Eu estou a referir-me à isenção definitiva sobre algumas empresas que estiveram envolvidas em processos de fusão, cisão, compra ou venda de partes sociais e que, se reinvestiram esses ganhos, tinham um benefício fiscal de ver suspensa ou adiada a sua tributação até estar concluído o processo de investimento", adiantou o dirigente bloquista.

"Falamos de centenas de milhões de euros que deixarão de ser tributados porque o novo código fiscal isenta para sempre estas empresas desta tributação", sublinhou ainda o coordenador do Bloco de Esquerda.

João Semedo acusou o executivo de ter "mãos largas com os grupos económicos e financeiros" num momento “em que o Governo vê à lupa tudo aquilo que pode cortar nos salários, nas reformas, nas pensões" e incentivou as bancadas do PSD e CDS-PP a chumbarem esta proposta.

Entre as empresas que virão a usufruir deste "perdão fiscal indecente" encontram-se o BES, Cofina, Sonae e Semana.

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