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Rui Machete mentiu segunda vez, acusa Semedo

“Rui Machete tentou ontem desculpar a mentira com uma nova e segunda mentira”, acusou o coordenador do Bloco de Esquerda. João Semedo falou também de Lisboa, afirmando que a resposta social é a marca que distingue o Bloco do PS em Lisboa e sublinhando: “Queremos ir para a Câmara para mudar o essencial”.
Foto de Paulete Matos

João Semedo interveio neste domingo no comício concerto na Gare do Oriente em Lisboa, onde intervieram também Catarina Martins e Ana Drago.

O coordenador do Bloco de Esquerda começou por falar sobre Rui Machete, referindo que “ontem [sábado] o Bloco de Esquerda demonstrou de forma irrefutável que Rui Machete tinha mentido ao parlamento e a uma comissão de inquérito parlamentar”.

João Semedo acusou então Rui Machete de uma segunda mentira, começando por citar o esclarecimento do atual ministro dos Negócios Estrangeiros divulgado neste sábado que dizia: “No momento em que escrevia a carta não tinha ações do BPN e equivocadamente escrevi então que nunca tinha tido ações da SLN”, escreveu Machete.

João Semedo refere que Rui Machete quis “fazer crer que se enganou e onde escreveu SLN tinha querido escrever BPN” e acusa: “Que desculpa esfarrapada, que segunda nova mentira. Porque Rui Machete sabe, melhor que ninguém, que nunca ninguém teve uma só ação do BPN, porque todas as ações do BPN foram sempre propriedade da própria SLN. Rui Machete sabia muito bem o que escreveu quando disse SLN”. E acrescenta: “Cinco anos depois de escrever a carta, Rui Machete lembrava-se bem daquilo que tinha querido escrever e não escreveu há cinco anos, em 2008. E vejam lá que em 2008 não se lembrava que até um ano antes tinha sido proprietário de milhares de ações da SLN, mas que memória seletiva tem Rui Machete. Por cada nova mentira, Rui Machete acrescenta podridão à podridão”.

O coordenador do Bloco de Esquerda criticou então Passos Coelho para quem “as mentiras de Rui Machete serão, mais um pequeno sobressalto, como aliás é o próprio segundo resgate. Tudo pequeno sobressaltos”.

João Semedo lembrou então que “Passos Coelho tem três ministros de Estado, todos eles mentirosos, como recentemente se demonstrou”. E realçou: “Maria Luís Albuquerque mentiu ao parlamento. Paulo Portas, o que era irrevogável deixou de ser, demitiu-se continuou no governo. E, finalmente, Rui Machete. Não admira pois que rodeado de tanto mentiroso, Passos Coelho mantenha a confiança em Rui Machete. Até porque o próprio primeiro-ministro não é bom exemplo no que diz respeito à verdade e à mentira. Para Passos Coelho, tudo o que corre mal no governo, tudo o que corre mal no país são pequenos sobressaltos. De pequeno em pequeno sobressalto terá um grande sobressalto a 29 de setembro”.

 

Sobre Lisboa, João Semedo começou por questionar “Que mudança houve nos 6 anos de governação de António Costa?” E respondendo, “mais hotéis de luxo, mais lojas de luxo, mais habitação de luxo, mais esplanadas”, voltou a questionar sobre que “benefícios trouxeram estas mudanças à vida da maioria dos lisboetas”, para responder: “A resposta a esta pergunta é a marca do insucesso da governação de António Costa e do PS em Lisboa”.

O candidato do Bloco à Câmara da capital afirmou então que “os beneficiados foram os interesses imobiliários, os que construíram, ou os que continuam a especular”, mas “ninguém que viva na baixa, ninguém que gostasse de viver em Lisboa viu o seu problema resolvido”. E rematou: “Aquilo que era preciso mudar, não foi mudado por António Costa em seis anos. A reabilitação urbana permaneceu durante seis anos na gaveta. António Costa também defendia uma moratória para a construção nova, também defendia 25% da construção a preços controlados. Tudo isso foi cilindrado pelo PDM dos interesses imobiliários, o verdadeiro passador dos interesses imobiliários”.

Lembrando que Fernando Seara disse que a diferença entre ele e António Costa eram nos pormenores, João Semedo afirmou: “As pequenas coisas distinguem António Costa de Fernando Seara e as grandes coisas distinguem António Costa do Bloco de Esquerda. É isso que no dia 29 os lisboetas não se podem esquecer”.

A concluir, João Semedo salientou: “Resposta social aí nos distinguimos de António Costa. Queremos ir para a Câmara para mudar o essencial, que é a marca do Bloco de Esquerda”.

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