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“O consenso com o PS é o seguro de vida do Governo”

A coordenadora do Bloco de Esquerda criticou o PS por aceitar “conversar no parlamento” com PSD e CDS sobre os cortes nas pensões. “Percebe-se porque é que o PSD e o CDS insistem nesse apelo: o consenso com o PS é o seguro de vida do Governo”, sublinhou Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco de Esquerda interveio nesta sexta-feira num comício realizado em Aveiro, no salão nobre do Teatro Aveirense, onde intervieram também Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco, Nelson Peralta, candidato à Câmara de Aveiro, e Ivar Corceiro, candidato à Assembleia Municipal.

Na sua intervenção, a coordenadora do Bloco de Esquerda lembrou que Passos Coelho e Paulo Portas tinham prometido o “regresso aos mercados a 23 de setembro”, destacou que as notícias atuais “são sobre um segundo resgate” e concluiu: “Se este governo tivesse um rating seguramente seria abaixo de lixo”.

A propósito desta situação, a coordenadora do Bloco lembrou o desafio feito pelos partidos do Governo ao PS, questionou se o PS disse que "não se reunia com quem nunca cumpriu a sua palavra" ou se "disse o PS que não reunia com quem só quer cortar" nas pensões. E rematou: "Não! Disse que conversava no Parlamento”.

"Quando Paulo Portas se prepara para engolir a linha vermelha e aceitar os cortes nas pensões, no momento em que o Governo se desfaz, lá vem o apelo ao PS para o consenso e para salvar a austeridade. Percebe-se porque é que o PSD e o CDS insistem nesse apelo: o consenso com o PS é o seguro de vida do Governo. Foi o que aconteceu, quando no momento da maior crise política, o PS aceitou o namoro de uma semana e com isso deu um balão de oxigénio ao governo", afirmou Catarina Martins.

“O PS insiste em ser o seguro de vida do Governo e neste consenso podre sobre a austeridade e o que precisamos é o avesso desse consenso podre, de um momento de clarificação, que serão as eleições do dia 29", frisou a deputada.

A coordenadora do Bloco acusou também o Governo de, em período eleitoral, "todos os dias dizer uma coisa e o seu contrário", e de tentar esconder a realidade, sublinhando que "não é possível esconder o desrespeito grande pelo que foram vidas de trabalho, quando as pessoas veem a sua pensão cortada e sabem que no próximo Orçamento do Estado serão ainda mais penalizadas”, como "não é possível esconder 400 mil postos de trabalho destruídos, 1,5 milhões de pessoas sem emprego e sem futuro, um desemprego jovem acima dos 40%".

Catarina Martins apelou ainda aos eleitores para que no dia 29 votem no Bloco por "um governo de esquerda contra a ‘troika’", salientando que "qualquer candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS é cúmplice da destruição do país".

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