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Grécia: Manifestações antifascistas marcadas por confrontos com a polícia

Depois de um dia de greve da Função Pública, a Grécia foi palco de manifestações contra o assassinato do cantor antifascista Pavlos Fyssas. Em cidades como Atenas, Salónica e Patras, os protestos resultaram em confrontos com a polícia, que usou gás lacrimogéneo contra os manifestantes.
Foto de SIMELA PANTZARTZI, EPA/LUSA.

Em Atenas, a manifestação contra o assassinato do cantor antifascista Pavlos Fyssas, por parte de um confesso membro do partido neonazi Aurora Dourada (ler artigo Rapper antifascista assassinado por neonazis na Grécia), teve lugar perto do local do crime, no bairro popular Keratsini.

Tanto na capital do país como em Salónica, a segunda cidade do país, e em Patras, no Sul, os protestos resultaram em confrontos com as autoridades gregas, que dispararam gás lacrimogéneo contra os manifestantes.

Segundo a Associated Press, dezenas de pessoas foram detidas.

Syriza denuncia “plano de desestabilização e desorientação” da extrema direita

Durante uma sessão pública organizada no âmbito da greve da Função Pública, convocada pela central sindical ADEDY, o líder da coligação Syriza, Alexis Tsipras, afirmou que o assassinato de Fyssas faz parte de “um plano de desestabilização e desorientação orquestrado pelos centros de extrema direita e pelo gangue nazi Aurora Dourada”.  

A direcção da Syriza agendou, entretanto, uma reunião de emergência para o final do dia de quarta feira para debater esta questão.

Líder do partido Gregos Independentes agredido pelos manifestantes

Durante os protestos, e segundo é avançado no blogue Keep Talking Greece, Panos Kammenos, líder do partido nacionalista de direita Gregos Independentes, e antigo deputado do Nova Democracia, conhecido pelas suas posições anti imigração e multiculturalismo e pela defesa da repatriação de todos os imigrantes ilegais, foi insultado e agredido pelos manifestantes após ter afirmado, em declarações a um website noticioso, que ia colocar flores no local onde Fyssas foi assassinado.

Greve de 48h da Função Pública

Esta quarta feira, a Grécia foi também palco de uma greve da Função Pública que se prolonga por 48h. Escolas, tribunais e hospitais foram os mais afetados pela paralisação.

Milhares de pessoas aderiram a manifestações em Atenas e Salónica contra a política de austeridade do Governo, que planeia colocar um total de 25 mil trabalhadores no regime de mobilidade até o final do ano e que se compromete ainda a cumprir uma meta de 15 mil cortes de empregos em 2013-2014.

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