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Standard & Poor's anuncia possível descida do rating de Portugal

Existem "riscos crescentes para os ambiciosos objetivos de consolidação orçamental de Portugal e um aumento da probabilidade de incumprimento do programa", adianta a Standard & Poor. A agência de rating e o Citigroup prevêem um segundo programa de financiamento externo em meados de 2014.

“Há riscos crescentes para os ambiciosos objectivos de consolidação orçamental de Portugal e uma probabilidade cada vez maior de não cumprimento do atual programa da UE e do FMI", adianta a S&P em comunicado, sublinhando que poderá descer o rating do país nos próximos meses “se a execução orçamental ficar aquém, se os planos de reforma falharem, se deixar de existir apoio oficial, ou se o aumento das tensões políticas levar a atrasos no Orçamento [do Estado] para 2014".

A agência de rating aponta ainda "um risco crescente de Portugal não reconquistar um acesso completo aos mercados no início do próximo ano e de o Governo português solicitar um segundo programa oficial de apoio depois do primeiro programa chegar ao fim em junho de 2014". A aproximação de um novo pacote de financiamento indica, para a S&P, que o país "está cada vez mais dependente do apoio e flexibilidade dos seus credores oficiais".

No documento, é igualmente feita referência às recentes demissões de ministros, em julho, que são classificadas como "sintomáticas" de um "enfraquecimento" do apoio político para as futuras reformas.

Numa nota divulgada esta terça feira, o Citigroup também partilha da convicção de que Portugal irá necessitar de um novo programa de financiamento.

“Consideramos a posição de Portugal muito mais fraca do que a da Irlanda, dado o estágio menos desenvolvido das reformas estruturais, a contração do PIB, o elevado rácio de dívida pública sobre o PIB, e uma situação política mais incerta”, refere.

“Duvidamos que Portugal seja capaz de regressar plenamente aos mercados nos próximos meses, sugerindo que poderá ser necessário um programa de assistência financeira mais abrangente a partir de meados de 2014”, acrescenta ainda o banco.

 

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