You are here

Eleições permitem “avaliar a troika e rejeitar a política de empobrecimento do país”

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou esta quarta feira que, no dia 29 de setembro, temos “um instrumento poderoso” ao nosso dispor: “o poder de avaliar a troika e de rejeitar a política de empobrecimento do país”.
Foto de Paulete Matos.

Lembrando que estes últimos dois anos e meio foram marcados pela quebra do salário, aumento do desemprego, cortes nas pensões e destruição da economia, a dirigente bloquista frisou que, no dia 29 de setembro, temos “um instrumento poderoso” ao nosso dispor: “o poder de avaliar a troika e de rejeitar a política de empobrecimento do país”.

“As autárquicas não são o Portugal dos pequeninos”, frisou Catarina Martins, avançando que é necessário dar uma “resposta clara à esquerda contra a troika”.

Referindo-se à proposta que António José Seguro apresentou à troika, a coordenadora nacional do Bloco afirmou que “negociar pequenas décimas com a troika aqui ou acolá para aceitar a mesma política de austeridade, para aceitar um Orçamento do Estado que volta a cortar mais nas pensões de quem descontou toda uma vida” é “brincar com a vida das pessoas”.

“Nestas eleições da era da troika acontece um pouco de tudo: o PSD, que sempre disse que queria ir além da troika, agora acusa o FMI de ser hipócrita, o CDS, que dizia que o FMI até era uma coisa boa para o país, agora está muito incomodado com os silêncios da troika, e António José Seguro, que todas as semanas reafirma que os compromissos com a troika não podem ser postos em causa, descobriu agora que a troika é insensível”, adiantou a deputada do Bloco.

“Enquanto a austeridade durar, nem a dívida baixa nem o défice vai ser controlado”, sublinhou Catarina Martins, lembrando que o Bloco tem alertado para este facto desde o início e que “temos dois anos e meio que o comprovam”.

“Não há nenhuma renegociação do défice que altere seja o que for enquanto a política for de austeridade”, reforçou.

“Maria Luís Albuquerque veio hoje dizer que não é o Governo que decide sobre as metas do défice, mas sim os mercados que decidem. Nós já sabíamos que o Governo se via como um lacaio dos mercados, hoje Maria Luís Albuquerque afirmou-o com todas as letras”, avançou a dirigente bloquista.

“O que os mercados querem é um ciclo vicioso de destruição, de desvalorização permanente do salário e do trabalho. Este é um programa ideológico que é imposto por esta direita e que é imposto pela troika”, destacou, defendendo que a “solução não passa por apelos à sensibilidade da troika”, como leva a crer o líder do PS.

“A dívida é impagável”, defendeu a deputada, lembrando que essa ideia foi assumida pelo próprio atual Secretário de Estado Carlos Moedas, quando a dívida ainda era de 70% do PIB.

Fazendo referência às promessas anunciadas pelo Governo nos últimos dias, que não terão eco após as eleições, Catarina Martins salientou que o Bloco reivindica “a seriedade do compromisso com a política” e garantiu o empenho do Bloco no combate à “direita que não respeita o trabalho”.

“Os candidatos do Bloco estão onde a luta se faz”

Durante um jantar comício em Portimão, João Vasconcelos, candidato à Câmara Municipal, lembrou que o lema da campanha autárquica do Bloco neste concelho é “Primeiro estão as pessoas” e sublinhou que “os candidatos do Bloco estão onde a luta se faz, dando o exemplo da luta contra as portagens da Via do Infante, contra o estacionamento pago no Hospital do Barlavento e a destruição deste estabelecimento de saúde.

O candidato bloquista afirmou que os objectivos da campanha passam por “derrotar o poder absoluto do PS que governa o concelho de Portimão” e “contribuir para a derrota do governo central”, destacando que, se o Partido Socialista vencer de novo as eleições, "ficará mais tempo no poder do que o próprio António Oliveira de Salazar”.

João Vasconcelos fez referência às inúmeras promessas não cumpridas do PS, aos 25 projetos anunciados e não realizados, e acusou o executivo camarário do Partido Socialista, sobre quem recaem “acusações judiciais gravíssimas de corrupção, gestão danosa e associação criminosa” de “nepotismo, clientelismo, e de ter conduzido Portimão à beira da bancarrota”.

Termos relacionados Autárquicas 2013, Política
(...)