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Estivadores de todo o mundo prometem retaliações contra governo português

Esta quarta feira reúne no Chipre a assembleia do Conselho Internacional dos Estivadores, dedicada à luta dos estivadores portugueses. Na agenda do encontro está a possibilidade de ações com impacto na economia portuguesa, caso o Governo não desista de atacar as suas condições de trabalho.
Estivadores portugueses continuam a contar com a solidariedade internacional. Foto Paulete Matos

Numa carta aberta enviada a Passos Coelho e a Pires de Lima, o coordenador do Conselho Internacional dos Estivadores (IDC) acusa o governo português de tentar "demolir a segurança do emprego e as condições de trabalho dos estivadores" portugueses com o único objectivo de servir os poderosos interesses do capital, sob a pressão da Troika". O IDC condena a legislação aprovada sobre a atividade portuária e denuncia que a partir da sua aprovação "as empresas começaram a despedir dezenas de estivadores experientes e indispensáveis e tentaram substituí-los por trabalhadores ilegais subcontratados", ao mesmo tempo que criavam "um ambiente de quase escravidão nos portos com um número enorme de horas de trabalho impostas e o cancelamento dos períodos de férias garantidos".

O IDC recorda o "último apelo" lançado no final de julho pela reunião de Liverpool para que Governo e patrões dos portos reabrissem o diálogo de forma a "parar e inverter este inaceitável assalto social e profissional aos direitos dos estivadores Portugueses".

Como a situação desde então se tem agravado cada vez mais, o IDC agendou para esta quarta-feira, na sua reunião no Chipre, algumas "ações industriais específicas" que "irão seguramente ter impacto sobre os lucros dos empresários portuários, em particular, e sobre a frágil e sensível economia Portuguesa".

"Durante mais de um ano tentámos informar-vos constantemente sobre estes problemas e hoje consideramos que a nossa paciência atingiu os seus limites", conclui o coordenador do IDC na carta enviada esta segunda-feira ao primeiro-ministro e ao ministro da Economia.

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