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Swaps: Ministra das Finanças não tem “nenhumas condições” para continuar

O Bloco de Esquerda defendeu esta terça-feira não haver “nenhumas condições” para Maria Luís Albuquerque se manter como ministra das Finanças, depois de o antigo presidente da Estradas de Portugal a ter desmentido na comissão parlamentar de inquérito aos contratos swap.
Segundo Mariana Mortágua, “não há nenhumas condições para a ministra das Finanças continuar a assumir as suas funções, e ser a pessoa responsável por lidar com o dossiê dos swap’s, com a cancelamento dos contratos, que ela mesma assinou, deu o aval e disse depois não conhecer”. Foto de José Sena Goulão/LUSA

Almerindo Marques disse na segunda-feira que a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, foi a responsável do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública que deu o parecer favorável ao contrato ‘swap' celebrado pela Estradas de Portugal (EP) em 2010.

Maria Luís Albuquerque, afirmou a 30 de julho, na mesma comissão, que soube de contratos swap problemáticos através de "rumores de mercado" e disse que "ouvia de vez em quando conversas de colegas - do IGCP - sobre o tema".

Segundo a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, em declarações à Lusa, “não há nenhumas condições para a ministra das Finanças continuar a assumir as suas funções, e ser a pessoa responsável por lidar com o dossiê dos swap’s, com a cancelamento dos contratos, que ela mesma assinou, deu o aval e disse depois não conhecer”.

“Qualquer pessoa entende que a ministra está a ser juiz em causa própria e que não tem condições para tratar deste processo. Nem para o fazer com o mínimo de isenção e de transparência que são pedidos, e que o governo afirma ter e não demonstrou até agora”, disse.

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