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Morte de jovem reacende protestos na Turquia

A polícia turca voltou a usar a força para dispersar manifestações que, no passado domingo, contestavam o Governo islamita conservador de Erdogan. Segundo a imprensa local, as forças de repressão recorreram a gás lacrimogéneo e canhões de água para afastar os manifestantes.
A família do jovem afirma que foi morto por um projétil disparado pela polícia, informação que o ministro do Interior, Muammer Güler, nega.

Em uma das principais cidades do país, Istambul, as forças antimotim atuaram quando centenas de manifestantes montaram barricadas no bairro de Kadikoi, um bastião da oposição, avançou a cadeia de televisão NTV.

Durante a tarde, milhares de pessoas juntaram-se em Kadikoy para concertos ao ar livre, dinamizados por grupos ligados à oposição, que reclamavam por “justiça, liberdade e paz”, noticia a agência Dogan. Segundo a agência, a polícia deteve mais de uma dezena de pessoas que participavam no evento.

Um jornalista da cadeia de televisão da oposição IMC foi um dos detidos, segundo constatou um fotojornalista da AFP.

Também num bairro periférico da capital, Ancara, existiram confrontos, com manifestantes a fazerem barricadas.

A CNN-Turquia noticiou por seu turno confrontos durante a noite de domingo entre a polícia e manifestantes em Antakya, onde a população protestava contra a morte de Ahmet Atakan, um jovem da cidade de 22 anos morto a semana passada, a 9 de setembro em confrontos com a polícia.

A família do jovem afirma que foi morto por um projétil disparado pela polícia, informação que o ministro do Interior, Muammer Güler, nega.

A morte deste jovem agitou novamente as águas por todo o país.

Segundo a associação de médicos turcos, pelo menos seis pessoas morreram e mais de oito mil ficaram feridas em manifestações desde junho.

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