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Bloco quer derrotar Governo e reforçar a esquerda nas eleições

João Semedo, coordenador do Bloco de Esquerda, definiu esta segunda-feira como objetivos da campanha autárquica a derrota da direita e do Governo e o reforço da esquerda, acusando o PS de não ter "uma posição clara quanto às políticas da troika.
João Semedo e Carlos Mendes, mandatário do Bloco. Foto de Paulete Matos

O Bloco de Esquerda concorre, nas eleições autárquicas de 29 de setembro, a quase 75% dos municípios (no total, cerca de 190 câmaras). Apesar das diferenças "de município para município", o partido avança para a campanha que arranca esta terça-feira com um denominador comum, afirmou aos jornalistas o líder do Bloco João Semedo.

O objetivo é que "estas eleições constituam uma derrota política para a direita e para o Governo e um reforço da esquerda, que é o bloco de esquerda que se bate por um governo de esquerda, contra a austeridade, contra o memorando e contra a troika, disse João Semedo, numa ação de campanha no Parque Mayer, em Lisboa, a cuja câmara se candidata.

"Vemos muitos socialistas e António José Seguro a criticar a política de direita, a austeridade, o Governo, a troika, mas constatamos que nos momentos da verdade, o Partido Socialista não tem uma posição clara quanto às políticas da troika e da austeridade. E isso é o que nos distingue e diferencia do PS", sustentou.

Sobre os objetivos a nível local, o Bloco de Esquerda quer manter a presidência do município de Salvaterra de Magos e todos os eleitos no poder local.

Em Lisboa, o Bloco acredita que vai recuperar o vereador que perdeu em 2009 e "alimenta a expectativa" de eleger pela primeira vez vereadores em municípios nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e na península de Setúbal.

Se for eleito vereador em Lisboa, João Semedo garante que irá manter-se como deputado na Assembleia da República e como coordenador nacional do Bloco.

João Semedo defende “Casa da Música” no Parque Mayer

Na visita ao Parque Mayer, dominado pelas obras de reabilitação do antigo teatro Capitólio e ocupado por um parque de estacionamento, João Semedo defendeu que o plano de pormenor do Parque Mayer deve ser revisto para incluir a "Casa da Música".

"Lisboa esqueceu a canção, Lisboa não é só fado. Os cantores têm hoje muita dificuldade em encontrar um sítio onde possam apresentar os seus espetáculos", sustentou.

O espaço, a construir de raiz, deveria ter uma capacidade de 500 a 600 espetadores e uma utilização polivalente, destinando-se a "vários tipos de música". De gestão municipal, a "Casa da Música" deveria ainda, além de acolher espetáculos, ter "escolas, formação, ateliês, biblioteca, venda de livros e de CD", o que "contribuiria para a viabilidade" do local, sugeriu o candidato bloquista.

Para executar esta proposta, o Bloco lembrou que o Parque Mayer, "uma zona nobre e com muitas tradições na cidade", deve regressar à posse da Câmara de Lisboa - assunto atualmente a aguardar decisão do Tribunal da Relação, num diferendo que opõe a autarquia à Bragaparques, antiga detentora dos terrenos.

"Não aceitamos que nessa possibilidade, mais uma vez, o que tenha importância seja o negócio e não o interesse de Lisboa e dos lisboetas. Gato escaldado de água fria tem medo. Receamos que a perspetiva de um negócio favorável às finanças da câmara possa prejudicar um projeto artístico e cultural de todo o interesse para a cidade", sublinhou João Semedo.

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