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Desemprego atinge mais de 35 mil docentes

Nuno Crato nega que haja atraso na colocação de professores, mas há mais de mil horários completos por preencher. No entanto, apesar dessa situação, é já claro que mais de 35.000 docentes ficarão no desemprego. Segundo a Fenprof, de cerca de 43.000 docentes desempregados apenas foram colocados, até agora, 5794.
Apesar do atraso nas colocações, mais de 35.000 docentes ficarão no desemprego

Segundo a Fenprof, de 1.996 professores e professoras que estão em mobilidade interna só 793 foram colocados, e destes 330 em horários temporários.

A Fenprof resume: “Dos cerca de 43.000 docentes desempregados, foram colocados 5.454, dos quais 879 em horários temporários. Se acrescentarmos as renovações de 'ofertas de escola', temos cerca de 5.794 colocações, ou seja, cerca de menos 3.000 colocações do que há um ano. Em 2012, no dia 13 de setembro, estavam colocados 8.903 contratados!”

Apesar de ainda existirem cerca de mil horários completos por preencher nas escolas, os dados apontam, portanto, que o desemprego atinge mais de 35.000 professores e professoras.

Nesta sexta-feira, o secretário-geral da Fenprof criticou o ministro da Educação, considerando “inadmissível” que Crato tenha justificado a existência de tantos horários completos por preencher nas escolas com a suposta falta de interesse dos docentes.

Para Mário Nogueira, Crato tentou “limpar a sua imagem" com algumas “inverdades”, nomeadamente em relação ao atraso nas colocações e a existência de concurso geral este ano.

“Ora houve concurso geral em 2006, em 2009 e em 2013 e, isso não significou que as colocações dos professores contratados não tivessem sido feitas atempadamente. Este ano sim foram atrasadas”, disse Mário Nogueira.

O secretário-geral criticou ainda : “Os professores deveriam ter feito a apresentação no dia 1 de setembro se fossem colocados a tempo. Como não foram, professores foram impedidos de participar num dos momentos mais importantes do próprio ano que é a preparação do ano letivo, a discussão com os colegas de departamento para traçar objetivos para o ano letivo. O que acontece é que vão chegar às escolas e já têm os alunos à espera na sala. Isto é a primeira vez que acontece”.

Sobre os professores que se candidataram a um contrato e não tiveram colocação, Mário Nogueira diz que a situação é “dramática” e que o ambiente é de “absoluto desânimo, desgaste, tristeza e indignação”.

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