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O Futuro, de novo e mais uma vez, nas nossas mãos!

Ousemos votar na contra-corrente. Os “arcos da governação” e seus sustentáculos, caíram. Assistimos à sua derrocada total. Não queremos assistir, nem deixaremos que nos queiram convencer a ficar submergidos sob os seus escombros.

Mais uma vez, temos o futuro nas nossas mãos. Nós, os mais velhos, aqueles que todos os dias são atacados, furiosamente, pelo governo, vamos ter, dentro de, aproximadamente, três semanas, o futuro nas nossas mãos.

Somos atacados economicamente, através dos cortes brutais e cegos nas pensões/reformas, nas rendas de casa (lei dos despejos), no cabaz de compras, água, luz e gás, serviços de saúde. E, neste conjunto de malfeitorias, é a nossa dignidade que está a ser aviltada e pisada a pés. Nós que, como já o referi várias vezes nos artigos que escrevi, ajudámos a construir com o nosso trabalho, a nossa luta e o nosso empenho, um Portugal em liberdade e em que “a Paz, o Pão, Habitação, Saúde, Educação” fossem objetivos e ganhos muito concretos. Um País com letra maiúscula!

Por estas razões não vou, não iremos deixar por certo, que a nossa dignidade, a democracia e a justiça, continuem a ser espezinhadas, e o Estado Social, totalmente decepado. Daí que tenhamos, mais uma vez, o futuro nas nossas mãos. E passo a explicar o meu ponto de vista.

Passa e perpassa, através de artigos de opinião, através do “passa palavra” e de opiniões “muito independentes” um populismo exacerbado, perfeitamente detetável de qual a direção de onde vem! A noção de que irão perder as eleições leva-os, mais uma vez, ao jogo baixo e sujo. Porem arautos “incrédulos” e/ou convictos de que para castigar o governo deverá votar-se “branco”, “nulo” ou “abstenção”.

Nada de mais perigoso! Sabemos que queremos “correr” com todo o vigor e determinação, até “como castigo” – como oiço muita gente dizer – com este bando de corruptos, incompetentes, malfeitores e seus correligionários. Verdade e necessidade maiores não poderão existir! Mas não por aí! A necessidade de ir votar é, mais do que nunca, uma necessidade imperiosa que nos assiste, a nós, os mais velhos. É que, qualquer das opções que andam a ser de forma populista difundidas e propaladas, só beneficiam os nossos carrascos. Porque, de acordo com a legislação em vigor, a “abstenção”, “votos brancos” e/ou “votos nulos” é, tão simplesmente, entregar “ouro ao bandido”. Poderão permanecer com o poder com apenas, 15% de votos expressos.

Daí, mais uma vez que eu diga, o Futuro está nas nossas mãos. Estas eleições, mesmo sendo autárquicas servirão, para já, para ajudar a meter no lixo todos quantos se têm aproveitado das boas intenções e ingenuidade deste nosso povo, ganhando lugares nas Câmaras e Juntas de Freguesia para seu bem próprio e não da comunidade. Para a solidificação de um caciquismo partidário e pessoal, mantendo uma rede de corrupções e compadrios, bem conhecido de todos nós. E agora, com a Lei (agregação de freguesias), ainda irá haver a atribuição de mais dinheiros para câmaras e juntas, daí a avidez com que se candidatam e recandidatam!... Daí a voracidade com que atacam tudo e todos aqueles que dão a cara, se propõem e estão dispostos a limpar toda esta podridão e a apoiar, com verdade, honestidade e solidariedade, este país de indignados.

Ousemos votar na contra-corrente. Os “arcos da governação” e seus sustentáculos, caíram. Assistimos à sua derrocada total. Não queremos assistir, nem deixaremos que nos queiram convencer a ficar submergidos sob os seus escombros.

O Futuro está nas nossas mãos. Está mais do que na altura de não embarcar em conversas de embalar. Conversas e mensagens subliminares de um populismo perigosíssimo, para nós, para Todos!

Tenhamos a coragem de “Virar à Esquerda”. Tenhamos a coragem e a serenidade de pensarmos, de cabeça fria, que não há que ter medo. Porque, com o medo, não chegaremos a lado nenhum. O medo nunca trouxe futuro de pé, a ninguém. Com medo não ficará pedra sobre pedra!

Viremos à Esquerda. Votemos TODOS. Comecemos, desde já, a reconstruir o nosso Futuro!

Sobre o/a autor(a)

Reformada. Tradutora e Assistente no Depto. Médico duma multinacional americana da indústria e comércio farmacêuticos. Dirigente do Bloco de Esquerda.
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