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Pepe Mujica: "Bombardeamento à Síria? Só se for de leite em pó e biscoitos"

O presidente uruguaio defendeu que uma intervenção militar na Síria irá colocar mais combustível na fogueira da guerra civil. Por seu lado, Obama usou a mensagem radiofónica semanal ao país para pedir ao Congresso, que reúne a partir de segunda-feira, que aprove os bombardeamentos com mísseis.
José Mujica, presidente do Uruguai. Foto Presidencia do Uruguai/Flickr.

Por entre o clima de tensão no Médio Oriente com a possibilidade de intervenção militar na Síria, José Mujica ironiza: “O único bombardeamento admissível seria de leite em pó, biscoitos e comida”, disse.

O presidente uruguaio defende que uma ação militar não é o melhor caminho para solucionar o conflito civil no país. “Isso seria tentar apagar uma fogueira colocando mais combustível”, argumenta em referência ao plano norte-americano de intervenção. “A guerra não se resolve introduzindo mais guerra. Isso leva a situação para um caminho de conflitos intermináveis que promove um profundo ressentimento que vai transformar em luta e resistência “aqui e ali”, reitera em entrevista a uma emissora local do Uruguai.

Na contramão de Mujica, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu este sábado aos membros do Congresso que não fechem os olhos ao uso de armas químicas na Síria. "Nós somos os Estados Unidos. Não podemos ficar cegos diante das imagens da Síria. É por isso que peço aos membros do Congresso, dos dois partidos, que se unam e ajam para promover o mundo onde nós queremos viver, o mundo que queremos deixar aos nossos filhos e às futuras gerações", disse Obama, que procura o apoio do Congresso para ataques militares à Síria. O presidente falou à população num programa semanal de rádio.

O Congresso norte-americano deve começar, na segunda-feira, a debater os ataques defendidos por Barack Obama como reação ao uso de armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, capital síria, pelo qual responsabiliza o regime do presidente Bashar Al Assad.


Artigo publicado em Opera Mundi.

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