Isabel Pires

Isabel Pires

Dirigente do Bloco de Esquerda. Licenciada em Ciências Políticas e Relações Internacionais e mestranda em Ciências Políticas

Independentemente da plataforma digital, a luta por uma Palestina livre e pelo fim ao genocídio está viva e não irá parar por aqui.

Valorizar carreiras, pagar melhores salários, dar possibilidade real de evolução. Estas devem ser prioridades, veremos se de facto há vontade política para fazer acontecer.

Políticas públicas de mobilidade são uma urgência para o clima, para o território, para as famílias.

Não basta batermos com a mão no peito constantemente pela ferrovia e declarar amor a uma causa quando a realidade demonstra o contrário. A realidade é que as populações de várias regiões do país continuam sem ter acesso à ferrovia e tão cedo não a terão.

Numa época festiva, um dos presentes no sapatinho do Governo vai ser o maior aumento de rendas dos últimos 30 anos. PS e toda a direita juntam-se para manter o mercado imobiliário intocado. Em 2024 não podemos continuar a aceitar isto.

Uma maioria absoluta que não consegue responder às prioridades do país estava destinada a falhar no que mais importa. Mas esta foi mesmo a escolha de PS. Um ministro mestre em dissimular negociações, ao mesmo tempo que desmantela serviços. Será essa a história de desamor à saúde que deixará esta maioria absoluta.

Perante a enorme dificuldade em garantir o funcionamento das urgências, o que o Governo tem como solução é o encerramento rotativo. Em vez de propor o reforço de equipas, o Governo opta por medidas que diminuem os serviços do SNS.

Quando olhamos para a realidade do país, sabemos que quem mais contribui não são aqueles que mais têm, não são os mais ricos. A verdade é que o sistema fiscal é injusto porque tributa muito mais o trabalho e os consumos essenciais do que devia.

É constrangedor o quanto Lisboa se está a afastar em termos de políticas progressistas de mobilidade das suas congéneres europeias. O tempo passa, Moedas faz muita propaganda, e a mobilidade em Lisboa está cada vez mais caótica.

Hoje é claro que, para garantir que não há perda de rendimento (já sem falar de aumento de rendimento), o governo teria que, em 2024, aumentar as pensões em 10,5%. Será que vai fazê-lo?