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Alemanha: Protestos contra os programas de vigilância dos EUA

Milhares de pessoas manifestaram-se sábado, em 30 cidades do país, em defesa do seu direito à privacidade e contra programas como o PRISM, que permitem às agências de segurança dos EUA ter acesso a todas as suas comunicações pessoais, como foi denunciado por Edward Snowden.
“Estamos a encaminhar-nos para um estado que tem a infra-estrutura para controlar-nos e monitorizar-nos a todos – e isto não pode acontecer numa democracia”. Foto de ubiquit23

Sob o lema “Parem de vigiar-nos”, milhares de alemães manifestaram-se sábado em 30 cidades do país contra os programas de vigilância massiva, como o PRISM, que permitem a agências como a NSA dos Estados Unidos ter acesso a todos os seus dados e comunicações pessoais.

A denúncia da existência de programas como esse, que goza da colaboração das principais empresas de Internet como a Microsoft, a Google ou a Apple, feita por Edward Snowden, deixou em maus lençóis a própria chanceler Angela Merkel, que afirmou na semana passada que só soube da capacidade de a NSA espionar os cidadãos do seu país pelos média.

Cerca de duas mil pessoas manifestaram-se em Hamburgo, mil em Frankfurt. Os organizadores atribuíram ao calor o facto de as mobilizações serem menores do que o esperado.

Petição com 40 mil assinaturas

Uma petição contra o programa PRISM e a criminalização das pessoas que promovem fugas de informação, dirigida a Angela Merkel, já foi assinada por 40 mil alemães.

As manifestações foram organizadas por partidos como o Pirata, os Verdes, o Die Linke, e o Partido Social Democrata, juntamente com diversas ONGs.

Um dos organizadores disse à Deutsche Welle que “estamos a encaminhar-nos para um estado que tem a infra-estrutura para controlar-nos e monitorizar-nos a todos – e isto não pode acontecer numa democracia”.

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